Polícia Federal rejeita delação de Daniel Vorcaro pela 2ª vez A corporação comunicou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, a nova negativa ao acordo de colaboração premiada proposto pelo banqueiro.
Polícia Federal rejeita delação de Daniel Vorcaro pela 2ª vez
Na última quinta-feira (11 de junho), a Polícia Federal (PF) recusou a segunda tentativa de delação premiada apresentada por Daniel Vorcaro, preso na Operação Compliance Zero, investigação que apura fraudes no sistema financeiro nacional.
A decisão foi encaminhada ao relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro André Mendonça. De acordo com a PF, os motivos que embasaram a negativa permanecem sob sigilo. A Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda avalia o mesmo pedido de colaboração.
Em abril, quando a primeira proposta foi descartada, investigadores concluíram que Vorcaro não trouxe informações inéditas em relação ao material já reunido nas buscas e não reconheceu participação em irregularidades.
Detido novamente em 4 de março, durante a terceira fase da Compliance Zero, o banqueiro é apontado como pivô de supostas fraudes no Banco Master e da tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), ligado ao Governo do Distrito Federal. Desde então, ele tenta firmar acordo de delação para atenuar eventuais penas.
Vorcaro permanece custodiado em uma sala da Superintendência da PF, em Brasília. A defesa dele não se pronunciou até o fechamento desta reportagem. Caso a PGR também recuse o pacto, o processo seguirá sem os benefícios legais previstos em acordos de colaboração.
Segundo informações disponíveis no portal oficial do Supremo Tribunal Federal, acordos de delação só são homologados se apresentarem elementos efetivamente novos e úteis às investigações, além de admitir responsabilidade nos fatos narrados.
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Crédito da imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
