A prisão de Jailson Couto Ribeiro, conhecido como Jailson Jau, na quinta-feira, 16, durante a Operação Primus, revelou que postos de combustíveis ligados ao PCC atuavam sob a bandeira da Shell, empresa integrante da ONG Instituto Combustível Legal (ICL).

Jau é considerado um dos maiores revendedores da Shell na América Latina, com cerca de 200 postos da marca, que no Brasil operam sob controle da Raízen, do empresário Rubens Ometto.

Segundo a Polícia Civil, a rede administrada por Jau integrava um esquema de adulteração e comercialização irregular de combustíveis, sendo utilizada também para ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro, com conexões à maior facção criminosa do país.
Além de Jailson, outros cinco mandados de prisão foram cumpridos, três na Bahia, um em São Paulo e um no Rio de Janeiro. Mais de 170 policiais civis participaram da ação, que segue investigando outros envolvidos e mapeando o fluxo de recursos do grupo.
Operação Primus
A Operação Primus, deflagrada na quinta-feira, 16, desarticulou um grupo criminoso responsável por estruturar e expandir uma rede empresarial voltada à adulteração é comercialização irregular de combustíveis na Bahia.
Feira de Santana
De acordo com a Polícia Civil, a base do grupo criminoso estava em Feira de Santana (BA), com ramificações em outros municípios As investigações apontam que cerca de 200 postos de combustíveis estariam vinculados à organização investigada.
Bloqueio de contas dos envolvidos
O delegado-geral da Polícia Civil André Viana, afirmou que o bloqueio financeiro realizado durante a operação foi uma medida estratégica para enfraquecer o grupo criminoso.
Durante a operação, as forças policiais cumpriram:
- 62 mandados de busca e apreensão;
- 12 mandados de prisão, desarticulando um esquema criminoso que envolvia 200 postos de combustíveis.
O balanço também registrou a apreensão de 12 veículos de luxo e cinco armas de fogo, entre elas quatro pistolas e uma submetralhadora.
Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 6,5 bilhões em bens e valores ligados aos investigados, resultado de movimentações financeiras suspeitas associadas à lavagem de dinheiro e à sonegação fiscal.
