Senador exibe cartaz reivindicando o Pix para os Bolsonaro após fala de Lula. O imbróglio ocorre no momento em que os EUA usam o sistema como justificativa para taxar o Brasil em 25%.
No dia 3 de junho de 2026, o senador Flávio Bolsonaro (PL) gerou polêmica ao exibir um cartaz que dizia: “O Pix é do Brasil e do Bolsonaro!!!”. A manifestação ocorreu em resposta a uma declaração anterior do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que havia afirmado na véspera que “O Pix é do Brasil!”.
A discussão sobre o sistema de pagamentos instantâneos ganhou novos contornos após o governo dos Estados Unidos mencionar o Pix como uma das razões para propor uma tarifa de 25% sobre empresas brasileiras. Segundo a administração Trump, o Banco Central do Brasil favorece o Pix, o que poderia representar um conflito de interesses ao acumular funções de regulador e operador, sendo classificado como um “campeão nacional” em pagamentos.
Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
O Pix, que se tornou um tema central na disputa política, está sendo explorado pelo governo Lula como um dos elementos de sua estratégia eleitoral, similar ao uso das urnas eletrônicas durante a campanha de 2022. A polarização em torno do sistema de pagamentos instantâneos tem se intensificado entre os apoiadores do PT e do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O desenvolvimento do Pix teve início em 2018, sob a coordenação técnica do Banco Central, durante o governo de Michel Temer (MDB), com Ilan Goldfajn na presidência. O sistema foi lançado em novembro de 2020, já sob a gestão de Jair Bolsonaro, quando Roberto Campos Neto estava à frente do Banco Central. O funcionamento integral do Pix começou em 16 de novembro de 2020, colocando o Brasil entre os países com sistemas de pagamentos instantâneos.
A ideia de criar o Pix surgiu em 2016, quando Goldfajn anunciou que o Banco Central planejava desenvolver uma solução inspirada na plataforma Zelle, dos Estados Unidos. A necessidade de modernizar os arranjos de pagamento foi detalhada em um relatório da Agenda BC+ daquele ano, que já indicava a urgência de estabelecer regras para agilizar essas transações. Em maio de 2018, o Banco Central formou um grupo de trabalho dedicado a discutir pagamentos instantâneos, abrangendo temas como segurança e eficiência.
