A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira, 13, a Operação Arena, que resultou na busca de bens de luxo na mansão do advogado Nelson Wilians, localizada em São Paulo (SP). Durante as diligências, os agentes encontraram veículos de alto valor e uma camisa autografada da Seleção Brasileira, assinada por Neymar Jr.
Os investigadores registraram imagens dos carros, que estão sendo analisados para verificar se foram utilizados nas fraudes que estão sob investigação. No entanto, a PF não confirmou a apreensão dos automóveis até o momento.
Nelson Wilians é conhecido por sua rotina de luxo, amplamente divulgada em suas redes sociais. A investigação também envolve a empresa paraibana Pixbet, que, segundo a Receita Federal, estaria ligada a práticas irregulares.
A Justiça autorizou o sequestro de bens e valores que podem chegar a R$ 1,1 bilhão, além de determinar a quebra dos sigilos bancário e telemático dos investigados. A Operação Arena cumpre um total de 17 mandados de busca e apreensão nas cidades da Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná, com ordens expedidas pela 4ª Vara Federal da Paraíba.
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A operação conta com o apoio do Ministério Público Federal (MPF), da Receita Federal e da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. De acordo com as investigações, o grupo utilizava empresas estrangeiras para justificar remessas internacionais de grandes quantias, mas a Receita não encontrou atividades econômicas compatíveis com esses valores.
Os envolvidos estão sendo investigados por possíveis crimes como evasão de divisas, lavagem de dinheiro e violações ao sistema financeiro nacional. A apuração também aponta o uso de empresas brasileiras e internacionais, instituições de pagamento, operações de câmbio e ativos digitais para ocultar a origem e o destino dos recursos financeiros.
O advogado Santiago Schunck, que defende Wilians, declarou que o escritório apenas presta serviços profissionais à Pixbet e rejeitou a associação dos advogados às condutas dos clientes, pedindo cautela para evitar a criminalização da advocacia.


