A varejista Americanas acelerou o enxugamento do quadro de pessoal e demitiu mais de 4 mil trabalhadores em apenas 30 dias. Apenas 700 contratações foram feitas no período, aprofundando a crise de emprego na empresa.
A Americanas anunciou uma significativa redução em seu quadro de pessoal, demitindo 4,3 mil trabalhadores ao longo do último mês. O relatório mensal da varejista indica que, no mesmo período, a empresa contratou pouco mais de 700 novos funcionários, resultando em um saldo negativo em seu quadro de colaboradores.
A planilha oficial mostra que, das demissões, mil ocorreram por iniciativa dos próprios empregados. Com isso, a companhia agora conta com um total de 22,8 mil colaboradores sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
No que diz respeito à saúde financeira da empresa, o caixa final disponível reduziu para R$ 185,7 milhões. Os recursos têm sido utilizados principalmente para o abastecimento de mercadorias, despesas operacionais e repasses obrigatórios relacionados ao plano de recuperação judicial da companhia.
A disponibilidade total de recursos da rede, que inclui títulos, aplicações e valores mobiliários, é de R$ 441 milhões. Apesar de ter faturado R$ 17,5 bilhões nos últimos 12 meses, com uma média mensal de R$ 1,46 bilhão, as despesas superaram os ganhos, totalizando R$ 18,3 bilhões no mesmo período.
O cenário levou a empresa a congelar a abertura de novas unidades físicas. A operação de rua continua a funcionar, com 1,4 mil lojas ativas, mas a rede registrou a abertura de uma nova filial e o encerramento de outra unidade durante este processo de reestruturação.
Os cortes de vagas e o controle rigoroso do orçamento são parte das medidas adotadas para tentar estancar as perdas acumuladas desde a descoberta de um rombo bilionário nas contas da empresa. A situação atual reflete os desafios enfrentados pelo setor varejista em um cenário econômico complexo.
