Petróleo a US$ 200: Irã alerta o mundo; AIE pede uso de reservas
Petróleo a US$ 200: o governo iraniano advertiu que a cotação do barril pode atingir esse patamar caso a segurança no Golfo Pérsico continue deteriorada, enquanto mísseis e drones do país atingiam três navios mercantes na região.
Escalada militar amplia pressão nos preços
Duas semanas após bombardeios conjuntos dos Estados Unidos e de Israel, Teerã voltou a reagir na última quarta-feira (11 de março), estendendo ataques a alvos israelenses e aos principais corredores de transporte marítimo. A Guarda Revolucionária confirmou disparos contra embarcações que, segundo o grupo, ignoraram ordens para alterar a rota. O estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, segue parcialmente bloqueado por minas, dificultando a navegação segura.
Em declaração transmitida pela TV estatal, o porta-voz militar Ebrahim Zolfaqari afirmou que “o Ocidente deve preparar-se para petróleo a US$ 200 o barril”, responsabilizando Washington e Tel Aviv pela instabilidade regional.
Mercado reage com volatilidade histórica
Os preços, que haviam recuado para a faixa de US$ 90, voltaram a subir quase 5% no pregão de quarta-feira, depois de tocarem US$ 120 no início da semana. A incerteza derrubou os principais índices de Wall Street, enquanto o Pentágono relatava os bombardeios “mais intensos desde o início do conflito” e o presidente dos EUA, Donald Trump, dizia já ter destruído 28 navios iranianos minadores.
AIE propõe intervenção sem precedentes
A Agência Internacional de Energia (AIE) recomendou a liberação de 400 milhões de barris das reservas estratégicas globais — a maior operação do gênero na história — para suavizar um choque considerado o pior desde a crise do petróleo dos anos 1970. O plano recebeu apoio imediato da Casa Branca, que também pressiona produtoras norte-americanas a acelerar novos poços.
Riscos a infraestrutura energética dos EUA
O Departamento de Estado alertou para possíveis ataques de milícias alinhadas ao Irã contra oleodutos, refinarias e hotéis frequentados por norte-americanos no Iraque. Paralelamente, o FBI notificou a costa oeste dos EUA sobre ameaça de drones iranianos. Mesmo assim, Trump disse à imprensa não temer ofensivas em solo norte-americano e previu queda nos preços “em breve”.
Impacto político e humanitário
Com cerca de 2 000 mortes registradas — a maioria iranianos e libaneses —, funerais multitudinários tomam as ruas de Teerã. Autoridades israelenses afirmam manter “longa lista” de alvos militares, incluindo instalações nucleares e mísseis balísticos. Do lado iraniano, qualquer porto que receba navios de guerra norte-americanos ou israelenses foi classificado como “alvo legítimo”.
Analistas ouvidos pela agência Reuters consideram que a continuidade dos combates pode consolidar o cenário de racionamento global, pressionando governos a subsídios e gerando impacto direto no custo de vida.
Para acompanhar os desdobramentos desse conflito e outras análises da geopolítica do petróleo, visite a seção Internacional do nosso portal e fique informado.
Crédito da imagem: Tasnim News
Fonte: Tasnim News
