Lula destaca inovação em parceria com Coreia do Sul para o Brasil O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na última segunda-feira (23 de fevereiro de 2026), que a inovação é prioridade estratégica e que o país busca acordos com empresas sul-coreanas em segmentos intensivos em conhecimento, como semicondutores, baterias e saúde.
Parcerias em setores de alta tecnologia
Diante de 230 companhias reunidas em Seul, Lula ressaltou que a Coreia do Sul é o segundo maior produtor global de semicondutores e grande fornecedor de baterias elétricas. Segundo o presidente, o Brasil oferece minerais críticos para essas cadeias e quer deixar de ser “mero exportador de matérias-primas”, buscando acordos que levem à produção de tecnologia de ponta em território nacional.
Minerais críticos e cadeias de suprimentos
A proposta envolve cooperação na exploração de lítio, nióbio e terras raras, fundamentais à indústria eletrônica. Para Lula, a formação de “cadeias de suprimentos resilientes e seguras” se torna vital em cenário de crescente instabilidade comercial. Relatório do World Economic Forum aponta que a diversificação de fontes de insumos críticos reduz riscos para a produção global de chips, reforçando a relevância da parceria.
Saúde, cosméticos e cultura no radar
No campo da saúde, o governo brasileiro vislumbra a fabricação conjunta de vacinas e fármacos, em sinergia com o laboratório de biossegurança Órion, instalado ao lado do acelerador de partículas Sirius. Lula citou ainda a operação da startup Innospace no Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, como exemplo de integração aeroespacial.
O setor de cosméticos também foi destacado. Em 2025, as exportações brasileiras de produtos de beleza superaram US$ 1 bilhão, enquanto a indústria coreana já rivaliza com a francesa. A combinação da biodiversidade brasileira com a tecnologia sul-coreana pode, segundo Lula, ampliar o alcance global desse mercado.
Na área cultural, o presidente lembrou que a economia criativa coreana já supera setores tradicionais, enquanto no Brasil responde por mais de 3% do PIB. Ele citou o sucesso internacional do funk, do K-Pop, de filmes como “Parasita” e de telenovelas, defendendo intercâmbios que movimentem emprego e renda.
Acordo de cooperação amplia comércio bilateral
O comércio entre os dois países soma cerca de US$ 11 bilhões, abaixo do recorde de quase US$ 15 bilhões registrado em 2011. Durante visita de Estado, Lula e o presidente sul-coreano Lee Jae-myung assinaram dez atos de cooperação, com destaque para um acordo comercial que abrange integração produtiva, minerais estratégicos e audiovisual.
Lula citou programas como o Novo PAC, o Nova Indústria Brasil e o Plano de Transformação Ecológica para mostrar a estrangeiros um ambiente favorável a investimentos. O presidente também voltou a defender o multilateralismo e criticou o uso do comércio como arma, classificando o protecionismo como entrave ao crescimento e ao combate à fome.
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Crédito da imagem: Ricardo Stuckert/PR
Fonte: Ricardo Stuckert/PR
