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Política

Petrobras planeja R$3 bi na Foz do Amazonas e detecta hidrocarbonetos

Rafael Ramos
De Rafael Ramos
Publicado: 16/08/2026
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Petrobras planeja R$3 bi na Foz do Amazonas e detecta hidrocarbonetos
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Petrobras pretende perfurar quatro poços na Foz do Amazonas, com investimento previsto acima de R$3 bilhões. Três pedidos aguardam licença do Ibama; em 14/08 a estatal informou ter identificado hidrocarbonetos no primeiro poço.

A Petrobras está planejando investir mais de R$ 3 bilhões na perfuração de quatro poços na bacia da Foz do Amazonas. Dentre esses, três poços ainda aguardam a autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Essa informação foi revelada em documentos enviados pela estatal ao Ibama nos meses de julho e agosto. O órgão federal é responsável por licenciar ambientalmente o empreendimento.

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No dia 14 de agosto, a Petrobras anunciou que identificou a presença de hidrocarbonetos no primeiro poço explorado na região. Essa descoberta é um indicativo da possível existência de petróleo, mas a confirmação definitiva dependerá de novos testes a serem realizados.

O comunicado da estatal foi considerado genérico, uma vez que se refere a uma etapa preliminar. A extensão de uma eventual reserva de petróleo também dependerá da perfuração de novos poços.

A Petrobras tem a intenção de explorar os blocos Manga, Crotalus e PAD-Morpho. Para isso, está previsto o uso de um novo navio-sonda no bloco 59, que fica a aproximadamente 160 quilômetros de Oiapoque, no Amapá. O poço Morpho está sendo explorado pelo ODN-II (NS-42), e a empresa planeja substituí-lo pelo Amarelina Star (NS-43).

Atualmente, o Ibama ainda não autorizou a perfuração dos três poços adicionais e solicitou mais informações à Petrobras sobre o projeto.

Os mais de R$ 3 bilhões previstos para a perfuração dos quatro poços também servirão de base para calcular a compensação ambiental que a Petrobras deverá pagar. O Ibama classificou o impacto ambiental do empreendimento no grau máximo de 0,5%, considerando a magnitude do projeto e os riscos à biodiversidade. Com essa classificação, a compensação ambiental foi estimada em R$ 16,5 milhões.

A perfuração do Morpho terá um custo de quase R$ 843 milhões, com uma compensação ambiental correspondente de aproximadamente R$ 4 milhões. A expectativa é que a perfuração do Morpho continue até setembro, e, caso o Ibama aprove os outros três poços, os trabalhos poderão se estender até 2027.

A Petrobras adotou critérios distintos para o abandono dos poços, que também precisam ser avaliados pelo Ibama. No caso do Morpho, a estatal informou que o abandono será permanente, sem chance de retomar a extração. Para os outros três poços, os critérios ainda não foram definidos, mas a confirmação de presença de óleo poderá levar a uma futura extração.

No dia 11 de agosto, a Petrobras esclareceu que o abandono de poço é uma operação padrão e não tem relação com a ocorrência de petróleo. A empresa, juntamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e políticos do Amapá, como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, está pressionando pela licença de operação.

O Ibama já havia autorizado a perfuração em outubro de 2025, permitindo a fase de exploração voltada à busca por petróleo para uma possível extração futura. Em janeiro, um vazamento de fluido interrompeu a prospecção por um mês, resultando em uma multa de R$ 2,5 milhões aplicada ao grupo.

A atuação da Petrobras na região está provocando impactos sociais em Oiapoque. Há relatos de que a atividade da estatal intensificou a migração de moradores de cidades do Amapá e de outros estados do Norte e Nordeste para o município, o que gerou um aumento nos preços dos imóveis, tornando o centro da cidade inacessível para muitos.

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