O presidente colombiano contestou os dados preliminares das eleições que definirão seu sucessor. Petro afirmou que só aceitará o resultado após o escrutínio oficial completo.
Os questionamentos sobre a transparência do processo eleitoral na Colômbia ganharam destaque após o presidente Gustavo Petro contestar, no domingo, 31 de maio, os dados preliminares da eleição presidencial que definirá seu sucessor. Petro anunciou que só reconhecerá o resultado final após a conclusão do escrutínio oficial.
Os dois principais candidatos na disputa, De la Espriella e Cepeda, apresentam propostas divergentes para o futuro do país. Enquanto De la Espriella critica a gestão atual, Cepeda defende a continuidade de algumas políticas implementadas por Petro.
Em sua conta na rede social X, Petro levantou suspeitas sobre a empresa Thomas Greg & Sons (TGS), responsável pela logística eleitoral, e expressou desconfiança em relação ao sistema usado na contagem preliminar dos votos. O presidente afirmou:
“Como presidente, não aceito os resultados da pré-contagem da firma privada dos irmãos Bautista.”
Segundo Petro, houve uma discrepância de “800 mil pessoas adicionais” nos registros do sistema em comparação com o censo oficial.
A oposição reagiu de forma rápida à declaração de Petro. O ex-presidente Iván Duque acusou o atual presidente de comprometer a legitimidade do pleito. Ele declarou:
“Petro quer desrespeitar a democracia e a organização eleitoral. As instituições devem se pronunciar imediatamente e a comunidade internacional deve estar alerta diante desta ameaça.”
Até a noite de domingo, 31 de maio, as autoridades eleitorais colombianas não confirmaram qualquer irregularidade na apuração dos votos. O resultado definitivo da eleição será divulgado após a revisão e validação de todos os votos no escrutínio oficial.
