Levantamento com 1.600 eleitores (29/8 a 2/9) aponta 43% para Raquel Lyra e João Campos no primeiro turno; margem de erro é de 2 pontos. Em um possível segundo turno, ambos aparecem com 44%, cenário indefinido.
Uma pesquisa realizada em Pernambuco indica empate numérico entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB). No levantamento, os dois aparecem com 43% das intenções de voto para o primeiro turno.
O estudo foi realizado entre 29 de agosto e 2 de setembro, com 1.600 eleitores em todo o Estado. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
Em um eventual confronto direto no segundo turno, o cenário também se mostra indefinido. A pesquisa aponta Raquel Lyra com 44% e João Campos com 44% das intenções de voto nesse cenário. Brancos e nulos somam 6% e outros 6% disseram não saber ou não quiseram responder.
No resultado do primeiro turno, além dos dois principais nomes, aparecem Renan, do partido Missão, com 4%, e Ivan Moraes, do PSOL, com 2%. Outros quatro candidatos somam, juntos, 1% das intenções de voto.
O levantamento também traz indicadores sobre rejeição e avaliação do governo. A rejeição apontada para Raquel Lyra é de 41%, cinco pontos percentuais acima da rejeição atribuída a João Campos, que é de 36%.
Quanto à avaliação da administração estadual, os números mostram 60% de aprovação e 38% de desaprovação. Na avaliação geral da gestão, 35% classificam a administração como ótima ou boa, 44% como regular e 20% como ruim ou péssima.
A pesquisa foi realizada depois de uma série de episódios envolvendo acusações de fake news e a suposta existência de um “gabinete do ódio” direcionado a ataques à governadora, além da distribuição de material considerado difamatório no Recife. O levantamento registra o cenário eleitoral nesse contexto.
Os dados mostram um quadro competitivo em Pernambuco, com empate numericamente exato entre os dois nomes mais citados para a disputa estadual e margens de indecisos e votos brancos/nulos que podem influenciar o desfecho em um segundo turno. A amostra, o intervalo de coleta e a margem de erro são informações que permitem contextualizar o nível de incerteza das estimativas apresentadas.
