Criminosos atacaram bancos e casa de câmbio no Alto Paraná na madrugada de terça. Ministro paraguaio aponta modus operandi do PCC e investiga participação de brasileiros.
Na madrugada de terça-feira, 16, criminosos atacaram bancos e uma casa de câmbio em Santa Rita, no Alto Paraná, em uma ação que foi atribuída ao Primeiro Comando da Capital (PCC) pelo ministro dos Interiores do Paraguai, Enrique Riera. Em entrevista à rádio Monumental 1080 AM, Riera destacou que o modus operandi do ataque segue um padrão associado ao PCC, mencionando o uso de explosivos e uma logística sofisticada como indícios da possível participação da facção criminosa brasileira.
De acordo com o ministro, a Polícia Nacional do Paraguai está investigando o envolvimento de brasileiros no crime, embora ainda não tenha sido divulgada uma confirmação oficial sobre o grupo responsável pelo ataque. Relatos de testemunhas indicam que parte dos aproximadamente 20 assaltantes encapuzados se comunicava em português, o que aumentou as suspeitas das autoridades locais.
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A dinâmica do ataque foi marcada por explosões em agências bancárias, tentativas de invasão a outros estabelecimentos e a queima de veículos, ações que visavam dificultar a resposta policial durante a ocorrência. A situação gerou preocupação entre as autoridades, que temem a crescente atuação de facções criminosas na região.
Esse ataque ocorre poucos meses após o governo paraguaio, sob a liderança do presidente Santiago Peña, ter decretado, em 31 de outubro de 2025, a classificação do PCC e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Essa medida visa ampliar a atuação das forças de segurança no combate a esses grupos.
O ministro da Defesa, Óscar González, havia explicado na época que a nova legislação permite o uso das Forças Armadas no combate a essas facções, especialmente em áreas de fronteira com o Brasil. O governo paraguaio considera que esses grupos representam uma séria ameaça à segurança e à soberania nacional, devido ao envolvimento deles com o tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro.
