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Política

Parlamentares dos EUA acusam Trump de tentar influenciar eleição no Brasil

Rafael Ramos
De R2Sites
Publicado: 25/09/2026
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Parlamentares dos EUA acusam Trump de tentar influenciar eleição no Brasil
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31 parlamentares democratas dos EUA enviaram carta acusando o governo Trump de tentar interferir na eleição do Brasil. Assinada por 30 deputados e Bernie Sanders, a carta diz que ações favoreceriam Flávio Bolsonaro.

Um grupo de 31 parlamentares democratas do Congresso dos Estados Unidos enviou uma carta ao secretário de Estado, Marco Rubio, em que acusa o governo do presidente Donald Trump de tentar interferir nas eleições presidenciais do Brasil, marcadas para outubro. No documento, os congressistas afirmam que ações adotadas pela administração norte-americana buscam favorecer a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL).

A carta, assinada por 30 integrantes da Câmara dos Deputados e pelo senador Bernie Sanders, aponta uma série de medidas que, segundo os parlamentares, configuram uma intervenção ampla e continuada na política brasileira. Os congressistas dizem que essas iniciativas podem comprometer a confiança no processo eleitoral brasileiro e prejudicar as relações entre os dois países.

“campanha contínua e multifacetada de interferência e desestabilização no Brasil.”

O primeiro turno da eleição presidencial no Brasil está marcado para 4 de outubro, com pesquisas indicando um empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Na carta, os parlamentares citam uma série de episódios recentes para sustentar as acusações.

Entre as ações mencionadas estão tarifas impostas pelo governo Trump ao Brasil no ano passado. Os congressistas recordam que o presidente norte-americano vinculou essas medidas ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por sua tentativa de golpe de Estado após a derrota nas eleições de 2022. Ainda de acordo com o documento, durante negociações diplomáticas sigilosas após o “tarifaço” o republicano exigiu do governo Lula que “dissidentes políticos” no Brasil não fossem detidos, presos ou impedidos “arbitrariamente” de participar das eleições.

“‘dissidentes políticos’ no Brasil não fossem detidos, presos ou impedidos ‘arbitrariamente’ de participar das eleições.”

Os congressistas também mencionam novas tarifas anunciadas pelo governo norte-americano em julho, com base na seção 301 da legislação comercial dos Estados Unidos, e citam planos de enviar dois funcionários ao Brasil para, nas palavras do documento, “lançar dúvidas sobre a integridade do sistema eleitoral do país, considerado por muitos especialistas como um dos mais confiáveis do mundo”.

“lançar dúvidas sobre a integridade do sistema eleitoral do país, considerado por muitos especialistas como um dos mais confiáveis do mundo”

Segundo a carta, o governo Lula não concedeu permissão para a entrada desses diplomatas, ação que teria resultado na revogação do visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti, em ato descrito como retaliação. Para os signatários, essas iniciativas fazem parte de um movimento mais amplo de interferência do governo Trump em processos eleitorais na América Latina, com menções às eleições de meio de mandato na Argentina e às disputas presidenciais em Honduras e na Colômbia.

“Em vez de ajudar a defender a democracia brasileira, os Estados Unidos estão atuando como um agente de interferência e desestabilização, usando pressão diplomática, econômica e política de maneiras que correm o risco de enfraquecer as instituições democráticas do país, minar a confiança no processo eleitoral brasileiro e causar mais danos ao nosso relacionamento com um aliado estratégico e parceiro comercial dos EUA”

Os parlamentares questionaram se o governo Trump se comprometerá a respeitar o processo eleitoral brasileiro e solicitaram uma resposta do secretário de Estado até 1º de outubro.

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