Papa Leão XIV exige fim da guerra e cobra diálogo EUA-Irã. Na vigília pela paz realizada no Vaticano, no último sábado (11 de abril de 2026), o pontífice fez um apelo direto para que potências abandonem a “loucura da guerra” e priorizem negociações.
Papa Leão XIV exige fim da guerra e cobra diálogo EUA-Irã
Primeiro papa norte-americano da história, Leão XIV reuniu milhares de fiéis na Basílica de São Pedro para rezar pelos civis afetados pelo conflito entre Estados Unidos e Irã, que já dura seis semanas. Em discurso firme, ele criticou o uso de justificativas religiosas para ações militares e advertiu que “o equilíbrio da família humana foi severamente desestabilizado”.
O pontífice destacou relatos de crianças em zonas de combate, classificando-os como exemplos de “horror e desumanidade”. Ele pediu aos responsáveis pelas operações armadas que “sentem-se à mesa do diálogo e da mediação, não à mesa onde se planeja o rearmamento”.
Leão XIV voltou a condenar a retórica cristã empregada para legitimar ataques, numa referência velada ao secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth. Segundo o papa, até o “santo Nome de Deus” estaria sendo arrastado para discursos de morte.
A menção ao histórico posicionamento da Igreja contra a invasão do Iraque, em 2003, reforçou a mensagem de continuidade: “Chega da idolatria do eu e do dinheiro! Chega de exibição de poder! Chega de guerra!”, declarou, citando palavras do falecido João Paulo II.
Enquanto o líder católico falava em Roma, representantes de alto nível dos governos norte-americano e iraniano se reuniam em Islamabad, no Paquistão, para tentar destravar um cessar-fogo. De acordo com informações da agência Reuters, as conversas entraram em fase técnica, indicando possíveis avanços na construção de um acordo.
Analistas veem a intervenção de Leão XIV como pressão diplomática adicional. Desde 30 de março, o papa vem afirmando que “Deus rejeita as orações de quem inicia guerras e tem as mãos cheias de sangue”, posicionando-se como voz moral no cenário geopolítico.
O Vaticano não detalhou próximos passos, mas assessores papais sugerem novas iniciativas inter-religiosas para sustentar o diálogo. Observadores destacam que a Santa Sé mantém canais abertos tanto com Washington quanto com Teerã, podendo atuar como mediadora informal.
Quer acompanhar mais notícias sobre o cenário internacional e seus desdobramentos? Acesse a editoria Internacional e continue informado.
Crédito da imagem: Reuters/Massimo Valicchia/NurPho
Fonte: Reuters/Massimo Valicchia/NurPho
