Ozempic chega à rede pública do Rio, anuncia Eduardo Paes Na última sexta-feira (13 de março), o prefeito Eduardo Paes informou que o medicamento será distribuído gratuitamente na rede municipal de saúde já na semana seguinte, após agenda oficial com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Rio de Janeiro.
Prefeito quer inclusão do Ozempic em todo o SUS
Durante o evento, realizado na Zona Oeste da capital fluminense, Paes reforçou o pedido para que o governo federal incorpore o Ozempic em todo o Sistema Único de Saúde (SUS). Ao lado do presidente Lula e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o prefeito declarou que “o povo quer Ozempic” e pediu celeridade ao ministério para viabilizar a oferta nacional do fármaco.
Segundo Paes, a compra municipal representa um investimento expressivo, motivo pelo qual a participação da União é considerada essencial. “Está saindo cara essa conta, presidente. O senhor tem que colocar Ozempic na rede pública do SUS do Brasil inteiro”, afirmou o prefeito.
O que é o Ozempic e para quem é indicado
O Ozempic contém semaglutida, substância do grupo dos agonistas do receptor GLP-1, popularmente conhecidas como canetas emagrecedoras. Esses medicamentos são indicados para o tratamento do diabetes tipo 2 e para o controle da obesidade, atuando na redução do apetite e na melhora do metabolismo da glicose. Entre moléculas semelhantes estão dulaglutida, liraglutida e tirzepatida.
Pelo protocolo anunciado, o fármaco será inicialmente ofertado em unidades de referência, como o Super Centro Carioca de Saúde, localizado na Zona Oeste. A expectativa é de que pacientes com indicação clínica comprovada tenham acesso ao tratamento mediante avaliação médica.
De acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), o diabetes atinge mais de 11% da população adulta brasileira, reforçando a demanda por terapias inovadoras capazes de reduzir complicações e internações.
Próximos passos do Ministério da Saúde
O ministro Padilha deve apresentar, “na próxima terça-feira”, detalhes sobre possíveis diretrizes nacionais para a incorporação de agonistas GLP-1 no SUS. Até que haja decisão federal, a iniciativa carioca funcionará como projeto-piloto, concentrando dados sobre custo-efetividade e adesão dos pacientes.
Especialistas em saúde pública apontam que a integração do medicamento ao SUS pode desafogar longas filas de espera por cirurgias bariátricas e reduzir gastos com complicações do diabetes. No entanto, destacam que o preço atual do Ozempic no mercado privado exige negociações de compra em grande escala para garantir sustentabilidade orçamentária.
Com a capital fluminense pioneira na oferta de semaglutida, gestores de outros municípios observam o desfecho da proposta para avaliar a adoção do protocolo. Caso o Ministério da Saúde aprove a incorporação, caberá a estados e prefeituras definir logística de distribuição e capacitação de equipes de atenção primária.
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Crédito da imagem: REUTERS/Hollie Adams
Fonte: Agência Brasil
