Otan não confirma ataque do Irã à base dos EUA e Reino Unido
Otan não confirma ataque do Irã à base dos EUA e Reino Unido — O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, declarou que a aliança continua investigando relatos sobre um possível disparo de mísseis iranianos contra a base militar de Diego Garcia, administrada conjuntamente por Estados Unidos e Reino Unido, no Oceano Índico, no último sábado (21 de março).
Aliança militar mantém investigação sobre Diego Garcia
Em entrevista exclusiva à CBS News no domingo (22 de março), Rutte afirmou não dispor de “qualquer confirmação” de que a instalação tenha sido atingida. Segundo ele, equipes técnicas da Otan analisam informações fornecidas por fontes militares norte-americanas e britânicas para verificar a veracidade do ocorrido.
Debate sobre o alcance balístico iraniano
Questionado sobre a capacidade de Teerã de atingir alvos na Europa, o chefe da Otan observou que, caso o ataque seja comprovado, “significará que o Irã já domina tecnologia intercontinental”. Caso contrário, acrescentou, “sabemos que o país está muito próximo de alcançá-la”. Até o momento, autoridades iranianas sustentam que seus mísseis alcançam no máximo 2 mil quilômetros, distância inferior aos mais de 3 mil quilômetros que separam o território iraniano da ilha de Diego Garcia.
Teerã fala em “falsa bandeira”
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, classificou a acusação como “operação de falsa bandeira” destinada a envolver Londres e a própria Otan em um conflito direto. Segundo Baqaei, o fato de o secretário-geral da aliança não respaldar a versão divulgada por fontes israelenses demonstra que “o mundo está cansado de histórias desacreditadas”.
Pressão israelense por maior apoio europeu
Autoridades de Israel, entre elas o ministro das Relações Exteriores Gideon Sa’ar, usaram a suspeita de ataque para alertar que metrópoles europeias estariam ao alcance de mísseis iranianos. Sa’ar citou nas redes sociais que apenas Islândia, Irlanda e Portugal ficariam fora de ameaça imediata.
Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
Repercussão em Londres e Washington
O governo britânico, que fornece apoio logístico a operações norte-americanas na região, confirmou na sexta-feira (20 de março) o uso de bases do Reino Unido para “autodefesa coletiva” no Oriente Médio. A declaração motivou reação do chanceler iraniano Seyed Abbas Araghchi, para quem a decisão “coloca vidas britânicas em risco”.
Inteligência dos EUA projeta cenário até 2035
No Senado norte-americano, a diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, estimou que o Irã poderia desenvolver um míssil balístico intercontinental militarmente viável “antes de 2035”, caso decida prosseguir com o programa. O relatório, porém, admite falta de evidências de que Teerã tenha iniciado essa etapa.
Embora o episódio de Diego Garcia permaneça sem comprovação, o impasse reacende o debate sobre a progressão do arsenal iraniano e a postura de países ocidentais. Para acompanhar outras atualizações sobre o cenário internacional, visite nossa editoria Internacional e continue bem informado.
Crédito da imagem: Reuters
Fonte: Agência Brasil
