Nikolas Ferreira afirma que a retirada de Cleitinho enfraquece o palanque do PL em Minas. A desistência, anunciada na segunda-feira (dia 3), provocou reação entre aliados na Assembleia.
O deputado federal Nikolas Ferreira, do PL de Minas Gerais, lamentou a decisão do senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos, de não disputar o governo do Estado nas eleições de outubro deste ano. A desistência foi anunciada por Cleitinho na segunda-feira, dia 3, e gerou reações entre os aliados do PL.
Durante um evento na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Nikolas destacou que a candidatura de Cleitinho era esperada pelo partido e representava uma aposta significativa para a construção de um palanque forte em Minas Gerais, um Estado considerado estratégico no cenário eleitoral nacional. Cleitinho liderava as pesquisas de intenção de voto, o que reforçava a expectativa do PL e de seus apoiadores, incluindo o senador Flávio Bolsonaro, que disputa a Presidência da República.
“Eu lamento muito o Cleitinho não vir. Eram as nossas fichas, a gente apostava as fichas nele, o partido apostava as fichas nele. Nós esperamos a decisão dele até este último momento”, afirmou Nikolas.
A decisão de Cleitinho de não concorrer foi atribuída a questões pessoais, incluindo o luto pela morte de seu irmão. Nikolas demonstrou compreensão em relação à situação do senador, reconhecendo a dor que essa perda pode ter causado.
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“A gente entende e, obviamente, se coloca no lugar dele, na justificativa que ele deu em relação ao luto pelo irmão dele. Eu nunca perdi um irmão e nem imagino a dor que é isso. Enfim, é a decisão dele, nós temos que lidar com essa realidade agora”, completou o deputado.
Com a saída de Cleitinho da disputa, o ex-deputado federal Marcelo Aro, do PP, surge como uma forte opção para ser o candidato ao governo de Minas, contando com o apoio do PL, Republicanos e da federação União Progressista, que é formada pelo PP e União Brasil. Nikolas foi questionado sobre a possibilidade de o PL lançar uma candidatura própria em Minas e afirmou que ainda não há definição sobre os nomes que podem ser apresentados.
“Pode acontecer? Pode, não tenho dúvidas de que pode acontecer. O PL é o maior partido do país. Qual seria o nome? Não sei, confesso que não sei”, disse Nikolas.
O deputado ainda mencionou que a decisão sobre a candidatura do PL em Minas depende de discussões em nível nacional com a cúpula do partido e que o objetivo é garantir que Minas Gerais não tenha um governo do PT.

