Em 9 de agosto de 2026, o premiê israelense descartou um documento de 15 pontos apoiado por Donald Trump. Ele afirmou que as Forças de Defesa não sairão de Gaza até o Hamas estar 'efetivamente desarmado' e seguirá neutralizando ameaças.
No dia 9 de agosto de 2026, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, rejeitou um plano para Gaza que recebeu apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Netanyahu afirmou que suas tropas não deixarão o território palestino até que o Hamas esteja “realmente desarmado”.
Durante uma reunião de gabinete, Netanyahu declarou:
“Israel rejeita o documento de 15 pontos. As FDI (Forças de Defesa de Israel) não realizarão nenhuma retirada até que o Hamas esteja efetivamente desarmado e continuarão neutralizando as ameaças contra nossas forças e nossos cidadãos”
.
O plano, que representa a etapa final de um cessar-fogo proposto pelos Estados Unidos e anunciado em outubro do ano anterior, visa que o Hamas entregue suas armas a uma autoridade palestina ainda em fase inicial de formação, responsável por governar o território. Contudo, a proposta estabelece que Israel começaria a retirar suas forças em paralelo ao desarmamento do Hamas, ideia que foi categoricamente rejeitada por Israel, que exige a destruição total das armas do grupo.
Após uma reunião com Netanyahu na semana passada, o Conselho de Paz, criado por Trump para implementar o acordo, anunciou que a retirada das forças israelenses só ocorreria depois de um desarmamento “completo”. Netanyahu, que se encontra em uma intensa disputa para manter seu cargo, enfrenta pressão de aliados para convocar uma nova votação no gabinete e encerrar o plano para Gaza.
O premiê também mencionou que Israel está em contato com os Estados Unidos para discutir suas objeções ao plano.
“Eles têm ideias; algumas são aceitáveis para nós e outras não, e sabemos como nos manter firmes nestas questões”
.
Netanyahu enfatizou que o Hamas deve entregar todas as suas armas, um objetivo que membros do Conselho de Paz consideram inviável.
“Estamos falando de um desarmamento real, não de um desarmamento fictício”
.
