Uma sequência de reveses atingiu o ministro Alexandre de Moraes nos dias 30 e 31 de maio de 2026. Decisões judiciais e movimentos de delatores potenciais mudam o cenário político e jurídico ao redor do magistrado.
Nos dias 30 e 31 de maio de 2026, o ministro Alexandre de Moraes passou por uma série de reveses que novamente o colocaram no centro das atenções. A primeira notícia negativa foi a decisão do ministro André Mendonça, que autorizou o retorno de Daniel Vorcaro à cela especial na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Essa mudança indica que Vorcaro estaria disposto a fazer uma delação premiada de forma legítima, após uma proposta anterior ser rejeitada pela PF.
O desfecho da situação de Vorcaro poderá revelar informações relevantes sobre o caso Master, envolvendo figuras como Dias Toffoli, Davi Alcolumbre e Flávio Bolsonaro. Além disso, a situação levanta questionamentos sobre a relação entre Moraes e o valor de R$ 129 milhões pago por Vorcaro ao escritório de advocacia da esposa do ministro, bem como as mensagens trocadas entre eles no dia da primeira prisão do banqueiro.
A segunda má notícia surgiu na mesma sexta-feira, quando a Justiça italiana anulou a decisão que permitia a extradição da ex-deputada Carla Zambelli para o Brasil. Juízes italianos identificaram vícios nos processos que levaram à condenação de Zambelli pelo STF e acolheram a tese de perseguição política apresentada pela defesa. O ministro Moraes havia solicitado que o governo brasileiro agisse rapidamente para garantir a extradição, mas essa decisão foi um duro golpe em seus esforços.
Além de Zambelli, Moraes também não conseguiu extraditar o jornalista Oswaldo Eustáquio, refugiado na Espanha, que, segundo a Justiça espanhola, também é considerado uma vítima de perseguição política. Esse cenário levanta dúvidas sobre a imparcialidade das decisões judiciais de Moraes, que agora enfrenta ceticismo, mesmo que o ministro da Justiça italiano contradite as decisões de seu tribunal.
Por fim, no sábado, 1º de junho, a Justiça Federal da Flórida aceitou que Moraes seja notificado por e-mail em uma ação movida contra ele pela plataforma de vídeos Rumble e pela Trump Media, que alega violação da liberdade de expressão. Essas empresas acusam o ministro de censura ilegal ao bloquear contas de brasileiros em território norte-americano e emitiu ordens secretas para silenciar usuários. O contexto em que Moraes se encontra é preocupante, com a possibilidade de enfrentamento em várias frentes judiciais internacionais.
