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Política

Michelle Bolsonaro confirma candidatura ao Senado pelo Distrito Federal

Rafael Ramos
De R2Sites
Publicado: 03/09/2026
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Michelle Bolsonaro confirma candidatura ao Senado pelo Distrito Federal
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Aos 44 anos, Michelle Bolsonaro oficializou candidatura ao Senado e registrou o irmão Diego Torres (PL) como primeiro suplente. Nascida em Ceilândia, ela veio de família humilde e trabalhou em comércio e eventos.

Michelle de Paula Firmo Reinaldo Bolsonaro, conhecida como Michelle Bolsonaro, vai disputar uma das vagas ao Senado pelo Distrito Federal nas eleições de 2026. Ela tem 44 anos, nasceu em 1982 em Ceilândia — a região administrativa mais populosa do DF — e oficializou a candidatura em agosto, com o irmão Diego Torres (PL) como primeiro suplente.

Filha de um motorista de ônibus aposentado e de uma dona de casa, Michelle cresceu em ambiente humilde e estudou em escolas públicas da cidade. Antes de entrar na vida pública, trabalhou como demonstradora de produtos, promotora de eventos e secretária parlamentar. É evangélica, já atuou como intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais) e é mãe de duas filhas: Letícia Firmo, de 23 anos, de relação anterior, e Laura Bolsonaro, de 15 anos, filha do casamento com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Filiada ao Partido Liberal (PL), Michelle consolidou-se como uma das figuras mais influentes da direita brasileira. Ela presidiu o PL Mulher em âmbito nacional e percorreu o país estruturando candidaturas femininas conservadoras. Em junho deste ano, deixou a liderança da ala para concentrar-se na campanha ao Senado.

Michelle ganhou projeção nacional no dia da posse presidencial de Jair Bolsonaro, em 2019, quando fez um discurso em Libras. Durante a gestão do ex-presidente, assumiu a presidência do conselho do programa Pátria Voluntária, com foco em inclusão social, acessibilidade e apoio a pessoas com deficiência e doenças raras. Também teve papel relevante na campanha de 2022, atuando junto ao eleitorado feminino e a lideranças evangélicas.

Na corrida pelo Senado, Michelle atua em dobradinha alinhada com a governadora e candidata à reeleição Celina Leão (PP), compondo a principal aliança da centro-direita no DF.

Pesquisa Quaest divulgada no dia 25 de agosto aponta Michelle liderando a disputa pelas duas vagas do Distrito Federal no Senado, com 25% das intenções de voto. Leila do Vôlei (PDT) aparece com 17%, Érika Kokay (PT) com 12% e Bia Kicis (PL) com 9%. Professor Guilherme Amorim (UP) e Sebastião Coelho (Novo) têm 2% cada. Ronaldo Fonseca (PSD), Zanata (PSTU) e Tiago (Agir) registram 1% cada. Guto Felício dos Santos (PSDB), Marley (Avante), Avenir Rosa (Democrata) e David Horn (PCO) aparecem com 0%.

O levantamento Quaest ouviu 1.104 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 21 e 24 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, o nível de confiança é de 95% e o registro na Justiça Eleitoral é DF-06256/2026.

O embate público entre Michelle e o senador Flávio Bolsonaro começou no dia 25 de junho, quando Michelle publicou vídeos nas redes sociais relatando ter sido humilhada. Em um dos registros, ela declarou:

“Ele me maltratou e disse que eu deveria ficar de fora das decisões do partido”

Na sequência, Flávio entregou o cargo no PL Mulher. Segundo Michelle, ele a “apunhalou” ao defender o deputado André Fernandes (PL-CE) em episódio que envolveu críticas feitas por Ciro Gomes ao senador e seus irmãos.

A paz entre os dois foi então anunciada em 23 de julho, quando Michelle publicou novo vídeo aceitando o pedido de desculpas de Flávio, feito também em vídeo no mesmo dia. Ela disse em seguida:

“O nosso propósito pelo bem do povo sempre foi maior que desentendimentos, por isso, aceito seu pedido de desculpas. Eu te desculpo”

A reportagem também apurou que o texto da gravação de reconciliação foi escrito pela governadora do Distrito Federal, Celina Leão (Progressistas), a quem Michelle agradece ao final do vídeo pelo empenho para que o momento de reconciliação acontecesse.

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