Mercosul busca acordos com Emirados, Japão e Coreia, afirma Peña – O presidente do Paraguai, Santiago Peña, declarou que o bloco sul-americano pretende ampliar imediatamente sua rede de tratados de livre comércio após assinar, em 17 de janeiro de 2026, o pacto com a União Europeia. Segundo o chefe de Estado, Emirados Árabes Unidos, Japão, Coreia do Sul, Indonésia, Vietnã, China e Canadá estão na mira das negociações.
Expansão para mercados asiáticos e árabes
Ao comentar o resultado da cerimônia em Assunção, Peña afirmou que o trabalho de integração do Mercosul “está apenas começando”. Ele enfatizou que o acordo com os Emirados Árabes já avança em ritmo acelerado, enquanto Tóquio e Seul são considerados parceiros estratégicos para diversificar exportações agrícolas, industriais e de serviços.
O presidente também citou Indonésia e Vietnã como economias prioritárias pela crescente demanda por alimentos e tecnologia. A China, descrita por Peña como “sócio estratégico de todas as nações latino-americanas”, permanece como mercado central na política externa do bloco.
Negociações com o Canadá e reforço do multilateralismo
Além da Ásia e do Oriente Médio, o Mercosul negocia um acordo de complementação econômica com o Canadá. Para Peña, fechar parcerias em diferentes continentes demonstra que a integração econômica e o multilateralismo são “o caminho a trilhar” pelos países sul-americanos.
Estimativas da Comissão Europeia indicam que o pacto com a UE pode eliminar tarifas para 90% do comércio birregional, estimulando investimentos e abrindo portas para novos entendimentos bilaterais e inter-blocos.
Próximos passos do bloco
Com a assinatura do tratado Mercosul-União Europeia, Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Bolívia — que conclui seu processo de adesão — pretendem concluir as conversas com os Emirados ainda em 2026. Paralelamente, diplomatas trabalham em agendas técnicas com Japão e Coreia do Sul para alinhar barreiras sanitárias, regras de origem e propriedade intelectual.
Peña defende que a diversificação de parceiros fortalecerá a competitividade regional e reduzirá a dependência de mercados tradicionais. Ele reforçou que as iniciativas contam com amplo apoio interno dos governos membros e do setor privado.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
