O senador Rogério Marinho (PL-RN) criticou neste domingo a decisão do ministro Cristiano Zanin que prolongou o período de votação no segundo turno. Ele classificou a medida como intervenção e pediu que o bom senso prevalecesse.
O senador Rogério Marinho (PL-RN) criticou neste domingo, 25, a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin que estendeu por duas horas o horário de votação no segundo turno das eleições, até as 19h, pelo horário de Brasília. A medida, de alcance nacional, foi tomada pelo tribunal durante o dia da eleição.
Em declarações públicas, Marinho manifestou preocupação com a intervenção do Judiciário no processo eleitoral e pediu que o bom senso prevalecesse.
“É impressionante o nível de intervenção de alguns ministros do STF”
“qualquer golpe judiciário ou chicana administrativa não prospere pelo bem da democracia”
Zanin tomou a decisão em caráter de urgência a pedido da coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Brasil Pronto Pra Mais. A campanha alegou insuficiência de transporte público para levar eleitores aos locais de votação em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, na Bahia.
No despacho, o ministro ressaltou a “gravidade dos fatos”. Segundo a decisão, o caso chegou ao conhecimento do STF às 16h32 deste domingo. Zanin considerou necessária a extensão do prazo em todas as seções eleitorais do país e determinou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cumprisse a ordem.
A totalização dos votos do segundo turno já estava em andamento quando o TSE interrompeu o procedimento em decorrência da decisão. A suspensão foi informada em comunicado.
O candidato Flávio Bolsonaro (PL) também havia solicitado a extensão do horário em municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina afetados por chuvas intensas. A medida nacional, contudo, atendeu ao pedido apresentado pela campanha petista.
No Distrito Federal, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) informou que não recebeu notificação formal do TSE sobre a alteração. A Corte regional descartou estender o horário de votação e manteve a contagem dos votos, sem modificar o cronograma das seções eleitorais da capital federal.
O caso trouxe impacto direto no cronograma de apuração, com a interrupção temporária da totalização enquanto as decisões judiciais eram comunicadas e avaliadas pelas instâncias eleitorais. A extensão do horário e a autoridade que a determinou permaneceram como pontos centrais do debate público e jurídico ao longo do domingo eleitoral.
