Manifestação no Rio repudia anistia e relembra 8 de janeiro
Manifestação no Rio ocupou a Cinelândia, no centro da capital fluminense, em 8 de janeiro de 2026, para marcar os três anos dos ataques golpistas de 2023 e reforçar a defesa incondicional da democracia brasileira.
Ato destaca vigilância permanente contra golpes
Organizado por centrais sindicais e movimentos sociais, o ato foi liderado pela Central Única dos Trabalhadores do Estado do Rio de Janeiro (CUT-RJ). O presidente da entidade, Sandro César, afirmou que a data tornou-se símbolo da necessidade de “vigilância permanente” contra ameaças ao Estado Democrático de Direito. Para ele, as condenações já impostas funcionam como “exemplo histórico” para desencorajar novas investidas autoritárias.
Rejeição total à anistia
José Ferreira, presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, rechaçou qualquer tentativa de perdoar os envolvidos nos atos. Segundo o sindicalista, projetos que reduzam penas ou flexibilizem punições configuram “um genérico da anistia” e precisam ser barrados pelo Congresso Nacional.
Mobilização da juventude
João Pedro, militante do movimento de juventude Juntos e do PSOL-RJ, lembrou que a extrema direita segue ativa e que a mobilização constante é “fundamental para abrir perspectivas de uma sociedade mais justa”.
Condenações avançam no STF
Desde 2023, o Supremo Tribunal Federal julgou 1.399 acusados pelos ataques às sedes dos Três Poderes. De acordo com dados divulgados pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes, 179 pessoas permanecem presas — 114 em regime fechado, 50 em prisão domiciliar e 15 sob custódia preventiva. O ex-presidente Jair Bolsonaro, 28 ex-integrantes do governo e cinco oficiais da Polícia Militar do Distrito Federal também respondem por participação ou omissão.
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Lembrança dos ataques de 2023
Em 8 de janeiro de 2023, manifestantes romperam barreiras policiais, invadiram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o próprio STF, exigindo a derrubada do presidente recém-empossado Luiz Inácio Lula da Silva. A ofensiva resultou em danos avaliados em milhões de reais e foi amplamente classificada como tentativa de golpe de Estado.
Três anos depois, lideranças sindicais consideram que a resposta institucional — prisões e processos — demonstra a resiliência do sistema democrático e reforça a necessidade de impedir brechas para anistia.
O ato na Cinelândia terminou com um minuto de silêncio em homenagem às vítimas de violência política e um apelo para que a população continue mobilizada a favor do cumprimento das sentenças e da preservação da Constituição.
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Crédito da imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
