Lula a Trump: América Latina é zona de paz, afirma presidente
Lula a Trump: América Latina é zona de paz, afirma presidente, destacou Luiz Inácio Lula da Silva ao relatar, em Belo Horizonte, a recente ligação telefônica com Donald Trump, na qual defendeu solução diplomática para a crise envolvendo os Estados Unidos e a Venezuela.
Presidente condena unilateralismo norte-americano
Durante evento de lançamento da caravana federativa em Minas Gerais, Lula criticou o que chamou de “lei do mais forte” praticada pelo governo norte-americano. Segundo o brasileiro, Trump teria reiterado o poder bélico dos EUA, enquanto ele reforçou a importância do diálogo. “O unilateralismo que o presidente Trump deseja é aquele em que o mais forte determina o que os outros devem fazer”, afirmou.
Conversa incluiu sobretaxas sobre produtos brasileiros
No início de dezembro, ambos discutiram a retirada das sobretaxas impostas a exportações do Brasil. Lula relatou que aproveitou o contato para manifestar preocupação com o agravamento da tensão regional: “Expliquei que não desejamos guerra na América Latina; somos uma zona de paz”.
Diplomacia como caminho para evitar conflito
Para o chefe do Executivo, a solução passa pelo fortalecimento das vias diplomáticas. “A palavra é mais forte que a arma”, declarou, reiterando a necessidade de persuasão e convencimento entre as partes. Especialistas em relações internacionais, como os citados em relatório da Organização das Nações Unidas, avaliam que negociações multilaterais reduzem riscos de escalada militar na região.
Incidente com petroleiro eleva tensão com Caracas
Na véspera do pronunciamento de Lula, o governo de Nicolás Maduro classificou como “ato de pirataria” a apreensão, por militares dos EUA, de um petroleiro venezuelano carregado com 1,1 milhão de barris de petróleo em águas internacionais. Em nota oficial, Caracas afirmou que a ação representa “plano deliberado de saque” das suas riquezas energéticas.
Lula reforça papel do Brasil como mediador
Lula sinalizou disposição para atuar como interlocutor entre Washington e Caracas, ressaltando que o Brasil tem tradição de mediação pacífica na América Latina. Ele afirmou que manterá contatos diplomáticos para incentivar negociações e evitar sanções que prejudiquem a população venezuelana.
O presidente concluiu seu discurso relembrando que a Constituição brasileira preconiza a solução pacífica de controvérsias e convidou outros líderes da região a “apostar na mesa de diálogo, não no campo de batalha”.
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Crédito da imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
