Em entrevista neste domingo, Lula disse que não vai blindar o filho e que as apurações da Polícia Federal serão isentas. Cobrou provas da defesa e afirmou que ninguém está acima da lei.
O presidente Lula comentou os inquéritos que investigam seu filho, Lulinha, durante entrevista concedida neste domingo, 23. Na entrevista, ele afirmou que as apurações da Polícia Federal terão isenção e cobrou que haja provas para a defesa do filho.
“Meu filho sabe: se cometeu erro, ele vai ser julgado, vai ser punido ou vai ser inocentado”
“Mas ele tem que provar a inocência dele.”
O presidente disse que garante a autonomia das autoridades e rejeita interferências no trabalho policial, lembrando que ninguém está acima da lei. Em diferentes momentos da entrevista, ele reforçou que a regra vale para qualquer pessoa e mencionou que orientou Lulinha a apresentar sua versão aos investigadores.
“Ninguém está acima da lei se cometer erro”
“Isso vale para o meu filho, vale para qualquer pessoa.”
Na mesma conversa, o chefe do Executivo enviou recados sobre a condução do governo e a investigação de casos sensíveis. Segundo ele, não houve pressão para demitir ministros nem para punir delegados que atuam em apurações. O presidente afirmou que não tenta impedir investigações e que não faz ameaças de demissão de auxiliares por causa de investigações.
“Eu não sou um presidente que tenta proibir investigação”
“Eu não ameaço mandar ministro embora. Eu não ameaço punir delegado. Investigue-se.”
O presidente também defendeu o ressarcimento aos cofres públicos caso peritos comprovem prejuízos no suposto esquema. Enquanto isso, a Polícia Federal mantém análise sobre a proximidade de Lulinha com o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.
Sobre o chamado caso Lulinha, diálogos obtidos pela Polícia Federal mostram Lulinha em conversas sobre negócios com a lobista Roberta Luchsinger. As autoridades investigam se o filho do presidente usou influência para abrir portas no Ministério da Saúde e na Dataprev. O Supremo Tribunal Federal conduz os inquéritos sobre a atuação da dupla em órgãos públicos.
“Nosso nível tá outro. Nosso futuro é Suíça”
“Isso. Deixa eles. Trabalho para caralho e nunca dá em nada”
As mensagens citadas nas apurações, de março de 2024, foram apresentadas como parte dos elementos que embasam a investigação. O teor das trocas e a relação entre os investigados seguem sendo analisados pelas autoridades competentes.
