Lula promete “qualquer sacrifício” para prender magnatas do crime – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil está disposto a empreender “qualquer sacrifício” para capturar líderes da corrupção, do narcotráfico e do tráfico de armas, reforçando o compromisso do governo com o combate ao crime organizado.
Parceria com EUA deve fortalecer ações contra o crime
Lula adiantou que levará a pauta da segurança pública ao encontro previsto com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, agendado para o próximo mês em Washington. Segundo o chefe do Executivo brasileiro, a proposta inclui apresentar a experiência da Polícia Federal, da Receita Federal, do Ministério da Justiça e do Ministério da Fazenda em operações integradas contra organizações criminosas transnacionais.
“Se os Estados Unidos quiserem, de verdade, combater o crime organizado, o Brasil será parceiro de primeira hora”, declarou o presidente durante entrevista coletiva em Seul, capital da Coreia do Sul, onde cumpre visita de Estado.
Agenda internacional e acordos comerciais
Desde 18 de fevereiro, Lula cumpre roteiro na Ásia. Após compromissos na Índia, ele esteve na Coreia do Sul, onde discutiu a retomada das negociações para um acordo comercial entre Seul e o Mercosul, paralisado desde 2021. De acordo com o presidente, comissões técnicas serão reativadas para buscar conclusão ainda este ano.
Lula também citou a ampliação do acordo de comércio preferencial Mercosul–Índia como prioridade para avançar rumo ao livre-comércio. Em ambos os casos, o Planalto aposta na diversificação de mercados e na expansão de investimentos estrangeiros no Brasil.
Escala nos Emirados Árabes Unidos
Após a passagem por Seul, a comitiva presidencial seguiu para Abu Dhabi, onde Lula se reúne com o presidente Mohammed bin Zayed Al Nahyan. O mandatário brasileiro afirmou que as tratativas focarão em relações comerciais e política bilateral, descartando discutir tensões no Oriente Médio. “Precisamos de paz, investimento e desenvolvimento”, disse.
Visão global sobre crime organizado
Estudos da Organização das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) indicam que redes de narcotráfico movimentam bilhões de dólares anualmente, fornecendo recursos para outras infrações graves, como lavagem de dinheiro e corrupção. Ao enfatizar a necessidade de cooperação internacional, Lula alinhou seu discurso às diretrizes multilaterais que defendem ações conjuntas e troca de inteligência.
A agenda completa com Trump ainda está em construção, mas deve contemplar, segundo Lula, temas ligados à democracia, ao multilateralismo e a interesses econômicos dos dois países. No retorno ao Brasil, a delegação encerrará a série de viagens que incluiu encontros diplomáticos em três continentes.
Para saber como o Congresso Nacional pode reagir às propostas de cooperação apresentadas pelo presidente, acompanhe a editoria de Política e continue atualizado.
Crédito da imagem: Ricardo Stuckert/PR
Fonte: Agência Brasil
