Lula ainda não recebeu convite para a posse do colombiano Abelardo de la Espriella (7/8) e, segundo fontes, decidiu não comparecer. Também não irá à posse de Keiko Fujimori (28/7); o governo enviará representante.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não recebeu o convite oficial para a posse do presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella. A cerimônia está marcada para o dia 7 de agosto.
Fontes do governo federal informaram que Lula optou por não comparecer à posse de Espriella, alegando que está focado em cumprir sua agenda no Brasil e atender às demandas nacionais. Da mesma forma, o presidente não participará da cerimônia de posse da presidente eleita do Peru, Keiko Fujimori, que ocorrerá no próximo dia 28 de julho.
O governo brasileiro será representado na posse de Keiko pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. No entanto, a comitiva que irá à Colômbia ainda não foi definida, uma vez que o convite oficial não foi recebido até o momento.
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A ausência de Lula em ambas as cerimônias ocorre em um contexto de mudança política na América do Sul, com uma guinada à direita. Gustavo Petro, atual presidente colombiano, foi responsável por trazer a esquerda ao poder, mas será sucedido por Espriella, que é alinhado à direita. Lula, ao parabenizar o novo presidente, enfatizou que a amizade entre Brasil e Colômbia “transcende ideologias”.
No Peru, Keiko sucederá o marxista José María Balcázar. A passagem de poder será feita pelo presidente interino, que está transferindo a liderança para uma figura da direita, após uma série de deposições de chefes de Estado. No pleito anterior, em 2022, os peruanos haviam eleito o líder sindical Pedro Castillo.
Atualmente, na América do Sul, países como Argentina, Bolívia, Chile, Equador e Paraguai têm governos de direita. A Venezuela também está sob influência dos Estados Unidos desde a captura do ex-líder Nicolás Maduro. Apenas Guiana, Suriname e Uruguai mantêm líderes de esquerda. Com essa configuração política no continente, Lula se encontra em uma posição isolada na região.
Em março deste ano, o presidente brasileiro já havia desistido de comparecer à posse do presidente chileno, José Antonio Kast. Naquela ocasião, o governo foi representado por Mauro Vieira, e o evento contou com a presença de figuras da direita brasileira, como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.
