O presidente Lula decidiu participar da cúpula do G7, nos dias 15 e 16 de junho, em Evian. A mudança de planos veio após avaliação do cenário internacional.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quarta-feira, 3 de junho, que participará da reunião de líderes do G7, agendada para os dias 15 e 16 de junho, em Evian, nos Alpes franceses.
Desde o início de 2023, o governo federal já desembolsou mais de R$ 970 milhões em viagens ao exterior. No mesmo período, os gastos com deslocamentos dentro do Brasil ultrapassaram R$ 6 bilhões.
Durante uma reunião ministerial no Palácio do Planalto, Lula revelou que, a princípio, não tinha intenção de comparecer ao encontro, mas decidiu mudar de ideia diante do atual cenário internacional.
“Eu nem iria ao G7, mas agora vou, porque é preciso alguém colocar ordem na casa”, declarou o presidente. “E dar um fim no desmonte do multilateralismo, no desmonte da democracia e na desvalorização das instituições.”
O presidente francês, Emmanuel Macron, convidou Lula para participar da reunião, que conta com a presença de líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido.
A participação de Lula na cúpula do G7 também pode abrir espaço para um novo encontro com o presidente norte-americano, Donald Trump. Integrantes do governo brasileiro esperam que os dois líderes tenham a oportunidade de conversar durante o evento, especialmente em relação às negociações sobre as tarifas que os EUA estão considerando.
Recentemente, Lula se pronunciou após o anúncio de uma proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Na última semana, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos concluiu uma investigação que pode resultar na aplicação dessa tarifa adicional sobre as importações brasileiras, com a possibilidade de que essa medida entre em vigor a partir do dia 15 de julho.
O Planalto divulgou uma nota onde lamenta que “interesses meramente eleitorais e familiares sabotem todo o trabalho de diálogo e articulação que o governo brasileiro tem feito, inclusive com envolvimento pessoal dos presidentes Lula e Trump”. O governo também afirmou que “não havia e não há justificativa para essas medidas unilaterais contra o nosso país ou contra patrimônios brasileiros, como o Pix”, ressaltando que os EUA mantêm um superávit nas relações comerciais com o Brasil.
