Em evento com artistas no Centro do Rio, nesta quarta (23), Lula afirmou que prefere disputar versões dos fatos a desencadear um conflito com o presidente dos EUA. Ele citou o discurso na ONU e disse ter respondido.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira, 23, que está ganhando do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em uma guerra de narrativas. A declaração foi feita durante uma agenda de campanha com artistas no Centro do Rio de Janeiro.
“Eu não quero fazer guerra com ele, quero ganhar na narrativa e estamos ganhando na narrativa”
Na mesma ocasião, o presidente comparou o seu discurso ao pronunciamento do presidente dos EUA na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), realizado na terça-feira, 22. Segundo Lula, ele aproveitou o momento para mandar recados aos Estados Unidos ao defender o Pix, a soberania brasileira no combate ao crime organizado e os riscos de ingerência americana nas eleições presidenciais.
“O importante foi comparar o meu discurso com o discurso do Trump. É comparar o discurso de um País em desenvolvimento e outro que começa dizendo que tem o maior exército, marinha, foguetes, bombas e que é o país mais forte do mundo. Ele fala isso em toda reunião, como se estivesse ameaçando todo mundo”
A agenda no Centro do Rio teve caráter de mobilização eleitoral, com a presença de nomes do setor cultural que acompanharam o presidente com o objetivo de angariar votos a partir desse segmento. O encontro reuniu músicos, cantores e atrizes, que participaram da atividade ao lado do presidente.
Presenças na agenda
Artistas presentes
- Chico Buarque
- Daniela Mercury
- Lulu Santos
- Paulo da Viola
- Tony Bellotto
- Zeca Pagodinho
- Malu Mader
- Marieta Severo
- Ciça Guimarães
O encontro reforçou a estratégia de campanha de articular apoio entre representantes da cultura, enquanto o presidente pontuou diferenças de tom entre seu posicionamento e o discurso apresentado por Trump na Assembleia Geral da ONU. Em suas falas, Lula voltou a enfatizar temas como soberania, políticas econômicas digitais (como o Pix) e a necessidade de defender o processo eleitoral brasileiro contra possíveis intervenções externas.
As declarações e a atividade de campanha ocorreram nas datas mencionadas: o discurso comparativo foi relacionado à sessão da ONU realizada na terça-feira, 22, e a agenda com artistas aconteceu nesta quarta-feira, 23.
