Lula defende Ibas na liderança da inteligência artificial
Lula defende Ibas na liderança da inteligência artificial ao propor que o Fórum Índia-Brasil-África do Sul assuma protagonismo na governança da IA, amplie discussões sobre trabalho decente e avance na agenda global de saúde.
Trilateral quer protagonismo em temas globais
Durante reunião de líderes do Ibas realizada em Joanesburgo, à margem da Cúpula do G20, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que Índia, Brasil e África do Sul podem liderar debates sobre inteligência artificial, vacinas e direitos sexuais e reprodutivos. Segundo o mandatário, a coordenação trilateral esteve estagnada e precisa “ser reavivada” para influenciar decisões internacionais.
Lula sustentou que uma governança global da IA deve garantir desenvolvimento equitativo e acesso democrático a dados. Ele também citou a importância de sindicatos e organizações não governamentais dos três países na construção de políticas para mercados emergentes.
Reuniões periódicas e identidade própria
O presidente recordou que os chefes de Estado do Ibas não se encontravam desde 2011 e defendeu uma agenda fixa de cúpulas. Para Lula, se o fórum “insistir em duplicar” pautas do Brics, continuará à sombra do bloco de economias emergentes. A condição de grandes democracias do Sul Global, afirmou, dá ao Ibas “identidade e aptidões próprias”.
Ele mencionou o Fundo Ibas como exemplo de cooperação Sul-Sul bem-sucedida: 51 projetos financiados em 40 países desde a criação. A iniciativa serviu de inspiração para a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, lançada no G20 no ano anterior, quando o Brasil presidiu o grupo.
Agenda paralela ao G20
A passagem de Lula por Joanesburgo incluiu pronunciamentos nas sessões do G20 sobre crescimento sustentável, clima e minerais críticos. O presidente também manteve encontros bilaterais com o sul-africano Cyril Ramaphosa e com o alemão Friedrich Merz, antes de seguir para Maputo, em Moçambique, na comemoração dos 50 anos de relações diplomáticas.
Ao encerrar o compromisso, Lula reiterou que uma atuação coordenada do Ibas em organismos como Nações Unidas e G20 pode fortalecer democracias emergentes e impulsionar temas sociais na agenda internacional.
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Crédito da imagem: Ricardo Stuckert/PR
Fonte: Ricardo Stuckert/PR
