Em entrevista, Lula elogiou a carreira de mais de 30 anos de Andrei Rodrigues na PF e disse ter 'total confiança' no diretor-geral. Citou prisões, apreensões de drogas e recuperação de recursos e afirmou: 'Se ele cometeu erro, que ele seja julgado'.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista concedida na quinta-feira, 10, que tem “total confiança” no diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Na conversa, o presidente elogiou a carreira do delegado e destacou a experiência de mais de três décadas na corporação.
Lula ressaltou resultados que atribuiu à gestão de Rodrigues à frente da PF, citando prisões, apreensões de drogas e recuperação de recursos como exemplos do trabalho realizado durante o comando do delegado.
“total confiança”
“Se ele cometeu erro, que ele seja julgado”
As declarações ocorreram em meio à crise que envolveu o comando da Polícia Federal e decisões de ministros do Supremo Tribunal Federal. Na terça-feira, 8, André Mendonça determinou o afastamento de Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada, em medida que envolveu suspeitas relacionadas à produção e ao uso de relatórios de inteligência.
No dia seguinte, Flávio Dino determinou a reintegração dos dois delegados. Horas depois, o presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu as decisões de Mendonça e Dino. A suspensão resultou na permanência de Rodrigues no cargo de diretor-geral da PF. Fachin também determinou que o diretor preste informações sobre sua permanência no posto.
A Advocacia-Geral da União, então comandada por Jorge Messias, havia recorrido contra o afastamento determinado por Mendonça. No recurso, a AGU sustentou que a decisão interferia na competência do presidente da República para nomear o diretor-geral da Polícia Federal.
Em sua entrevista, Lula defendeu a atuação da AGU e afirmou que cabe ao órgão representar juridicamente integrantes do governo e defender as atribuições presidenciais. O presidente também citou a participação de Rodrigues em investigações de grande porte, incluindo operações contra crime organizado e apurações relacionadas ao Banco Master, mencionando a prisão de Daniel Vorcaro, ex-dono do banco.
Questionado sobre a relação entre Jorge Messias e André Mendonça, Lula afirmou que os dois mantêm uma relação institucional e disse que a proximidade decorre das funções públicas exercidas por ambos. As declarações mantiveram o foco na defesa do funcionamento institucional e na necessidade de apuração de eventuais irregularidades.

