Lula critica guerras e defende multilateralismo na ONU
Lula critica guerras e defende multilateralismo na ONU durante discurso no Fórum de Defesa da Democracia, realizado em Barcelona, em 18 de abril de 2026. O presidente brasileiro afirmou que os conflitos armados “fazem o feijão ficar mais caro” e penalizam diretamente a população de baixa renda, ao mesmo tempo em que cobrou uma atuação mais firme da Organização das Nações Unidas (ONU).
Lula aponta impacto das guerras sobre os mais pobres
Segundo o chefe do Executivo, decisões de potências militares repercutem nos preços de produtos básicos em todo o planeta. Ele citou o aumento do custo do milho no México e da gasolina em diversas nações como reflexos imediatos de intervenções bélicas. “É o pobre que paga pela irresponsabilidade das guerras que ninguém quer”, questionou, destacando que há “mais de 760 milhões de pessoas passando fome” e milhões de analfabetos mundo afora.
Cobrança por ação coordenada da ONU
Lula observou que o planeta vive o maior número de conflitos desde o fim da Segunda Guerra Mundial e defendeu que o secretário-geral da ONU convoque reuniões extraordinárias sem depender do aval dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança. Para ele, nenhum líder mundial tem o direito de impor regras unilateralmente: “Todos eles tomam decisão sem consultar a organização da qual fazem parte”, criticou.
Críticas a conflitos em curso
O presidente mencionou a invasão russa à Ucrânia, os bombardeios israelenses na Faixa de Gaza e o confronto dos Estados Unidos com o Irã como exemplos de crises que exigem resposta multilateral. “O mundo não precisa de guerra”, afirmou, ao lembrar as mortes provocadas pela falta de vacina contra a covid-19 e outros problemas humanitários que, em sua avaliação, deveriam receber prioridade.
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Regulação de plataformas digitais
Lula também apontou as redes sociais como agentes de instabilidade política. Segundo ele, a “mentira ganhou da verdade” no ambiente digital, o que justificaria normas globais para coibir interferências em processos eleitorais. O presidente defendeu que a própria ONU lidere essa discussão, garantindo regras iguais para todos os países.
Agenda europeia
Após o compromisso na Espanha, Lula prosseguiu para a Alemanha, onde participou da Hannover Messe — considerada a maior feira de tecnologia industrial do mundo — e se reuniu com o chanceler Friedrich Merz. A viagem termina em Lisboa, com encontros com o primeiro-ministro Luís Montenegro e o presidente António José Seguro.
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Crédito da imagem: Ricardo Stuckert / PR
Fonte: Agência Brasil
