Livro ‘Matou uma, Matou todas’ destaca feminicídio no Brasil
Livro Matou uma, Matou todas, do jornalista pernambucano Klester Cavalcanti, vencedor de três Prêmios Jabuti, chega ao público soteropolitano em 28 de novembro, às 18h30, na Livraria LDM do Shopping Bela Vista. A obra reconstitui, em linguagem de jornalismo literário, seis casos reais de feminicídio que ocorreram em diferentes regiões do país, dando nome e história às vítimas e evidenciando a extensão da violência de gênero no Brasil.
Investigação aprofundada revela retrato nacional
Para construir o livro, Cavalcanti entrevistou mais de 80 pessoas, analisou 17 mil páginas de processos e assistiu a cerca de 90 horas de vídeos de audiências e julgamentos. O resultado são 340 páginas que expõem como, todos os anos, mais de 1.400 mulheres perdem a vida apenas por serem mulheres. Entre os depoimentos estão parentes, amigos, policiais, defensores públicos, psicólogos e representantes de organizações que combatem a violência.
Primeiro título da Ação Editora
Além de marcar a estreia da Ação Editora – braço cultural da Ação da Cidadania –, a publicação homenageia os 90 anos de Herbert de Souza, o Betinho, reforçando o compromisso da nova casa editorial com memória, diversidade e impacto social. O posfácio é assinado por Luiza Trajano, que ressalta a urgência de discutir o tema do feminicídio com profundidade.
Contexto histórico e caminhos para mudança
Cavalcanti lembra que a violência contra a mulher atravessa milênios, desde registros do Antigo Egito. Apesar de avanços legais, o autor aponta que o lar ainda é, com frequência, o local de maior risco. O livro destaca iniciativas de enfrentamento, como programas da ONU Mulheres e ações da Defensoria Pública do Amazonas, mostrando que a transformação depende do engajamento de toda a sociedade.
Lançamento em Salvador une literatura e mobilização social
A sessão de autógrafos em Salvador oferece oportunidade para debate e conscientização. A obra custa R$ 79,90 e estará disponível em formato físico (23 x 16 cm, 340 páginas). Segundo o ONU Mulheres, o feminicídio é a forma mais extrema de violência de gênero, e iniciativas culturais como esta ajudam a romper o silêncio que ainda cerca o tema.
Ao lançar Matou uma, Matou todas, Klester Cavalcanti convida leitores a refletir sobre por que “basta ser mulher para estar em risco” e a apoiar projetos que combatem a violência. Para conhecer outras pautas culturais da Bahia, acesse a editoria de Cultura e Entretenimento do nosso portal e continue informado.
Crédito da imagem: Conexão In
Fonte: Conexão In
