SescTV exibe filmes sobre Erlon Chaves e comédia de 1938 em uma programação especial que recupera momentos decisivos da música popular e do humor brasileiro, marcada para 19 e 20 de dezembro de 2025, às 22h, no canal e na plataforma Sesc Digital.
SescTV exibe filmes sobre Erlon Chaves e comédia de 1938
A sessão dupla traz, primeiro, o documentário Erlon Chaves: O Maestro do Veneno (2018, 73 min), dirigido por Alessandro Gamo. O filme acompanha a trajetória do regente que revolucionou o samba-jazz e o samba-rock ao comandar a Banda Veneno, enfrentando censura e racismo nas décadas de 1960 e 1970. Depoimentos de nomes como Alaíde Costa, Roberto Menescal e Zuza Homem de Mello reconstroem a ousadia que levou Chaves a colocar 40 músicos no palco do Festival Internacional da Canção, em 1970, e a transformar “Eu Também Quero Mocotó” em hino nacional do swing.
Na noite seguinte, o canal recupera Maridinho de Luxo (1938, 80 min), clássico de Luiz de Barros inspirado na peça “Compra-se um Marido”, de José Wanderley. Com Mesquitinha no elenco, a comédia satiriza os costumes matrimoniais da elite carioca ao mostrar Patrícia, jovem rica que tenta “comprar” um marido por anúncio de jornal, e Marcos, malandro que vê na proposta uma chance de ganhar dinheiro fácil. A produção é considerada um registro raro do cinema brasileiro pré-Atlântida, fase anterior à consolidação dos grandes estúdios nacionais.
Modernidade musical de Erlon Chaves
Prodígio do rádio, Erlon Chaves não ficou restrito ao estúdio. Atuou em televisão ainda nascente, compôs trilhas para filmes e subverteu convenções raciais ao colocar músicos negros em horário nobre. Segundo a enciclopédia online Wikipedia, o maestro foi um dos primeiros a mesclar elementos do soul norte-americano e da bossa nova ao samba, abrindo caminho para o samba-rock.
Humor afiado da era pré-estúdios
Filmado em plena ascensão do rádio-teatro, Maridinho de Luxo registra a transição do riso do palco para as telas. A direção de Barros, responsável por mais de cem filmes entre 1910 e 1960, captura com fina ironia o choque entre os valores aristocráticos e a modernidade popular que se aproximava. A restauração da cópia exibida pelo SescTV devolve ao público diálogos espirituosos, figurinos de época e a performance física de Mesquitinha, referência nacional do humor.
Como assistir
Para acompanhar as exibições, o público pode consultar a operadora de TV por assinatura ou acessar o streaming gratuito em sesctv.org.br/noar e no aplicativo Sesc Digital, disponível nas lojas Google Play e App Store. Ambos os filmes permanecem sob demanda depois da estreia.
Esta iniciativa integra a missão do SescTV de ampliar o acesso à cultura brasileira por meio de documentários, espetáculos e debates que conectam memória e contemporaneidade.
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Crédito da imagem: Conexão In
Fonte: Conexão In
