Liderança feminina na Arena Fonte Nova impulsiona legado rumo à Copa 2027
Liderança feminina na Arena Fonte Nova ganha destaque à medida que 43% dos cargos estratégicos do estádio são ocupados por mulheres, fator decisivo para as ações de preparação da sede baiana para a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027.
Liderança feminina na Arena Fonte Nova impulsiona legado rumo à Copa 2027
A presença de mulheres na Arena Fonte Nova acompanha o estádio desde a fase de reconstrução, quando profissionais atuaram em áreas como engenharia, soldagem e arquitetura. Atualmente, 54 colaboradoras integram o quadro administrativo; dessas, 43% exercem posições de comando em Operações, Financeiro, Comunicação, Recursos Humanos, Hospitalidade e Jurídico.
Entre os exemplos de protagonismo está a engenheira eletricista Sarah Cerqueira, funcionária da Arena há oito anos. Ela afirma que ocupar um posto de engenharia em um dos principais palcos do futebol brasileiro ajuda a derrubar estereótipos. “Competência não tem gênero; cada mulher abre caminho para muitas outras”, ressalta.
O estádio também fomenta a formação profissional. A jovem aprendiz Suelen Assis, há quatro meses na equipe, relata avanços em responsabilidade, organização e comunicação. Segundo ela, trabalhar em um ambiente que recebe grandes eventos demonstra como dedicação, esforço e planejamento são essenciais para o êxito coletivo.
Preparação para a Copa do Mundo Feminina de 2027
Salvador foi confirmada como uma das oito cidades-sede da primeira edição sul-americana da Copa do Mundo Feminina da FIFA, que reunirá 32 seleções. A Arena Fonte Nova, escolhida para receber partidas do torneio, já implementa melhorias estruturais e programações voltadas à inclusão e ao empreendedorismo feminino.
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Para Milena Andrade, gerente de Operações, o mundial terá “relevância simbólica e prática”, amplificando visibilidade e quebrando paradigmas. Ela acredita que o evento inspirará futuras gerações de mulheres que atuam nos bastidores do futebol.
Projeto social amplia oportunidades para meninas
O compromisso com a igualdade se estende ao Fonte de Sonhos, iniciativa de responsabilidade socioambiental criada em 2019. O projeto atende cerca de 300 jovens, sendo 135 meninas de 5 a 16 anos, em modalidades como jiu-jítsu, capoeira, boxe e balé. Há ainda turmas de defesa pessoal para mulheres a partir de 16 anos.
De acordo com Thaise Muniz, gerente de Comunicação e Responsabilidade Social, o esporte fortalece a autoestima e cria oportunidades para toda a comunidade. “Acreditamos no talento dessas jovens e no poder transformador da atividade física”, pontua.
A solidez da liderança feminina na Arena Fonte Nova, somada a programas de capacitação e inclusão, fortalece o legado que o estádio pretende deixar antes, durante e depois da Copa do Mundo Feminina de 2027. A expectativa é que o torneio seja não apenas um evento esportivo, mas também um marco para a igualdade de gênero no esporte brasileiro.
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Crédito da imagem: Futebol Baiano
Fonte: Futebol Baiano
