A relatora disse que a estrutura do texto será preservada, mas pontos serão alterados. Parlamentares e governo se reúnem às 14h para discutir compensação às empresas e exclusividade dos Correios.
A senadora Leila Barros (PDT-DF), relatora da MP das Blusinhas, afirmou que a estrutura do texto será mantida, mas que haverá alterações, e disse que parlamentares e o governo vão discutir na tarde desta terça-feira, 1º de setembro, pontos como a compensação para as empresas e a exclusividade dos Correios nas entregas de compras internacionais que receberem isenção de impostos.
As declarações ocorreram a jornalistas após a sessão em que a votação da medida provisória seria realizada ter sido suspensa durante a manhã. Segundo a senadora, haverá uma “última reunião” às 14 horas com os presidentes do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e Hugo Motta (Republicanos-PB), e com representantes do governo. A leitura do parecer da relatora está prevista para as 15 horas.
Questionada sobre os pontos que impedem a votação da MP, a senadora afirmou que não entrará em detalhes sobre a falta de consenso. Sobre a compensação às empresas, ela disse que o tema será tratado na reunião desta tarde e que ainda precisa ser debatido entre os envolvidos. Em relação aos Correios, destacou a necessidade de pragmatismo ao tratar da exclusividade nas entregas com isenção.
“última reunião”
“é mais um debate que será feito dentro da conversa hoje à tarde”
“Não é questão de boa vontade. A gente tem que ser pragmático.”
“Não é que eu veja com bons olhos ou não. A gente estava ali avaliando o cenário e vendo o que de fato dá para avançar neste momento.”
No pronunciamento após a suspensão da sessão, a relatora manteve o tom de que há espaço para ajustes sem alterar a estrutura principal do texto. Ela indicou que as conversas na tarde de hoje devem buscar entendimento sobre compensações financeiras para setores afetados e a definição sobre o papel dos Correios nas entregas internacionais com isenção.
O calendário informado por Leila Barros coloca a última rodada de negociações no início da tarde, com a expectativa de que o parecer seja lido mais tarde, às 15 horas. Até lá, segundo a relatora, as negociações entre Congresso e governo seguirão para tentar construir um texto com mais consenso entre os parlamentares e os representantes do Executivo.
