Os promotores federais dos Estados Unidos, juntamente com os advogados de defesa do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, sugeriram que o julgamento do líder venezuelano e de sua esposa, Cilia Flores, inicie em junho de 2027.
A proposta foi formalizada em um documento judicial antes de uma audiência marcada em um tribunal federal localizado em Manhattan, Nova York. Agora, a aprovação desse calendário depende do juiz federal Alvin Hellerstein, que é o responsável pelo caso.
Maduro e Flores enfrentam sérias acusações, incluindo narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas. De acordo com os promotores americanos, ambos teriam participado de uma conspiração para facilitar o envio de cocaína aos Estados Unidos, utilizando suas posições de poder no governo venezuelano.
Ambos negam as acusações e se declararam inocentes. A defesa de Maduro está preparando uma estratégia para tentar encerrar o processo antes que o julgamento tenha início.
Um dos principais argumentos da defesa é que Maduro deveria ter direito à imunidade, uma vez que ocupava a presidência da Venezuela no momento em que as acusações foram apresentadas. A defesa também pretende questionar a legalidade da operação que levou à captura de Maduro e Cilia Flores em Caracas.
Segundo o cronograma sugerido, os advogados de Maduro devem apresentar o primeiro pedido até o dia 2 de setembro. Após isso, haverá uma fase de análise dos argumentos legais e troca de informações entre a acusação e a defesa.
Maduro e Cilia Flores foram capturados por forças americanas em uma operação realizada em janeiro de 2026, em Caracas, e desde então se encontram sob custódia em uma prisão federal no Brooklyn.
O caso envolve acusações de que Maduro, enquanto ocupava seu cargo, ajudou a coordenar uma rede de tráfico de drogas, facilitando o transporte de grandes quantidades de cocaína para os Estados Unidos.
Se confirmado, o julgamento de Nicolás Maduro será um dos processos criminais mais significativos envolvendo um ex-chefe de Estado estrangeiro na Justiça americana. Além das implicações judiciais, o caso também possui um forte impacto político, pois afeta diretamente as relações entre Washington e Caracas.
A próxima etapa será a decisão do juiz Alvin Hellerstein sobre o calendário proposto por ambas as partes. Caso seja aprovado, o julgamento de Nicolás Maduro deve começar em junho de 2027.
