Julgamento do assassino de Fernando Iggnácio foi retomado na última sexta-feira (10 de abril de 2026) pelo 1º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, tendo como réu Rodrigo da Silva das Neves, acusado de participar da execução do contraventor em 2020.
Réu permanece em silêncio durante interrogatório
Durante o interrogatório, Rodrigo da Silva das Neves optou por não responder às perguntas do tribunal. O silêncio levou o juiz Thiago Portes Vieira de Souza a suspender a sessão, que prossegue agora com a oitiva de testemunhas e os debates entre defesa e acusação.
Desmembramento do processo de outros dois acusados
No início da mesma sessão, os irmãos Pedro Emanuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro e Otto Samuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro dispensaram seus advogados por discordarem da estratégia de defesa. Diante da decisão, o magistrado separou o processo de ambos, que será agendado para outra data.
Mandante e outras ramificações do caso
O Ministério Público sustenta que o crime foi encomendado por Rogério de Andrade, figura conhecida pela exploração do jogo do bicho e de máquinas caça-níqueis na zona oeste do Rio. Apesar da denúncia, o processo contra Andrade não foi incluído neste júri. Outro suposto envolvido, Ygor Rodrigues Santos da Cruz, foi encontrado morto em 2022.
Relembre o assassinato
Fernando Iggnácio foi alvejado no estacionamento de um heliponto no Recreio dos Bandeirantes logo após retornar de Angra dos Reis. Ele e Rogério de Andrade eram, respectivamente, genro e sobrinho do histórico contraventor Castor de Andrade, morto em 1997.
Detalhes do homicídio foram noticiados à época por veículos de abrangência nacional, como o G1, reforçando a repercussão do caso.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
