Jairinho condenado a 43 anos pelo caso Henry Borel; Monique perdoada Jairinho condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pelo assassinato do menino Henry Borel, enquanto a mãe da criança, Monique Medeiros, recebeu perdão judicial após ter a acusação de homicídio reclassificada para culposo.
Jairinho condenado a 43 anos pelo caso Henry Borel; Monique perdoada
Detalhes da sentença
O Conselho de Sentença do II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro concluiu, na madrugada de 4 de junho de 2026, o julgamento iniciado em 25 de maio. O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, foi considerado culpado por homicídio qualificado, tortura e coação no curso do processo. A juíza Elizabeth Machado Louro fixou a pena total em 43 anos, 9 meses e 20 dias de reclusão em regime fechado e determinou indenização de R$ 400 mil a Leniel Borel, pai de Henry.
Durante a leitura da sentença, a magistrada enfatizou a “violência desproporcional” praticada contra uma criança de quatro anos, classificando a conduta de Jairinho como “rara e desmesurada covardia”. Segundo a juíza, o ex-vereador apresentava “personalidade insidiosa, capaz de simular gentileza para ocultar extrema periculosidade”.
Perdão judicial para Monique Medeiros
Monique Medeiros teve a acusação de homicídio doloso desclassificada para homicídio culposo e foi condenada por tortura por omissão a 1 ano e 4 meses de detenção. Como o período já havia sido cumprido em prisão preventiva, recebeu perdão judicial. A juíza pontuou que Monique sofreu “massacre nas redes sociais” e agressões físicas no cárcere, avaliando que tais circunstâncias ultrapassaram o limite de punição cabível.
Reações da família e próximos passos
Em nota à imprensa, Leniel Borel declarou que recorrerá da decisão que beneficiou a mãe de Henry. O advogado Cristiano Medina da Rocha, assistente de acusação, afirmou que o veredicto será contestado porque, segundo ele, “os jurados reconheceram o mesmo crime para ambos os réus”.
O caso, que começou com a morte de Henry em 8 de março de 2021 por laceração hepática causada por ação contundente, tornou-se um dos julgamentos mais longos da história do Judiciário fluminense, totalizando 11 dias de sessão. Detalhes adicionais podem ser consultados na reportagem da Agência Brasil, veículo de comunicação oficial do governo federal.
Enquanto Jairinho retorna ao sistema prisional, Monique, agora em liberdade, tenta reconstruir a vida após a perda do filho e a intensa exposição pública. A condenação encerra um capítulo que mobilizou opinião pública, reforçando debates sobre violência infantil e responsabilidade parental.
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Crédito da imagem: Tomaz Silva/Agência Brasil
Fonte: Tomaz Silva/Agência Brasil
