Teerã diz que reabertura só ocorrerá se os EUA mudarem postura e repararem violações. IRIB afirma que acordo com Omã não garante reabertura imediata; negociações são apenas entre Teerã e Mascate.
A reabertura do Estreito de Ormuz está condicionada a uma mudança no comportamento dos Estados Unidos e à correção de suas violações, conforme informado nesta quarta-feira (5) pela emissora estatal iraniana IRIB, que citou uma fonte bem informada sobre o assunto.
A mesma fonte destacou que um eventual acordo entre Irã e Omã, sobre futuros arranjos de navegação na região, não resultará na reabertura imediata da via estratégica. As negociações, segundo a fonte, estão sendo conduzidas exclusivamente entre Teerã e Mascate e não envolvem os Estados Unidos.
Mesmo que o Irã e Omã cheguem a um entendimento, o estreito permanecerá fechado enquanto as violações americanas persistirem, afirmou a fonte. O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, sendo vital para o transporte de petróleo e gás.
Em um contexto paralelo, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou nesta quarta-feira que a República Islâmica apoiará qualquer iniciativa ou decisão tomada pelos líderes palestinos durante as negociações em andamento. Essa afirmação reafirma o apoio contínuo de Teerã à causa palestina, de acordo com a Press TV.
No decorrer de uma conversa telefônica com Khalil al-Hayya, chefe do Bureau Político do Hamas, Pezeshkian parabenizou al-Hayya pela sua recente nomeação e expressou a esperança de que seu novo cargo contribua positivamente para o povo palestino. O apoio do Irã à Palestina tem sido uma constante na política externa do país, evidenciando a importância da questão palestina nas relações internacionais da região.
