Um levantamento realizado a partir de dados do Senado Federal revela que 95 vetos da Presidência da República ainda aguardam análise do Congresso Nacional. Esse número expressivo não apenas chama atenção pela quantidade, mas também pelo impacto político, fiscal e social das matérias que permanecem paradas.
A fila de vetos abrange questões estratégicas tanto para o governo quanto para o Legislativo. Entre os temas mais relevantes estão trechos da Lei Orçamentária de 2026, dispositivos relacionados à regulamentação da reforma tributária e aspectos ligados à criação do Comitê Gestor do IBS, que é considerado uma peça central no novo sistema tributário.
Na esfera social, permanecem pendentes vetos que envolvem o Auxílio Gás, bem como descontos consignados em benefícios do INSS e outras medidas que impactam diretamente aposentados e famílias de baixa renda. Além disso, no campo da segurança pública, estão listados vetos sobre o reajuste das forças de segurança do Distrito Federal, regras de combate ao crime organizado e dispositivos do Regime Disciplinar Diferenciado.
Outro ponto que merece destaque é o acúmulo de vetos mais antigos, que ainda não foram deliberados. Existem matérias pendentes desde 2022, como o veto sobre despacho gratuito de bagagens em voos. Além disso, seguem na fila vetos de 2023 que estão relacionados ao programa Minha Casa Minha Vida e à Lei Geral do Esporte.
Nos bastidores, líderes partidários reconhecem que a fila de vetos deixou de ser apenas um passivo legislativo e se transformou em uma ferramenta de pressão política. A escolha da pauta para votação pode permitir que governo e Congresso testem suas forças em temas estratégicos, especialmente em um momento em que a articulação política já começa a ser influenciada pelo ambiente pré-eleitoral.
