Injeção contra HIV: Fiocruz testa lenacapavir em sete cidades A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) conduzirá um estudo para embasar a possível oferta, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), da injeção semestral de lenacapavir como profilaxia pré-exposição (PrEP) ao HIV-1.
Injeção contra HIV: Fiocruz testa lenacapavir em sete cidades
A pesquisa, batizada de ImPrEP LEN Brasil, focará em homens gays e bissexuais, pessoas não binárias designadas do sexo masculino ao nascer e pessoas transgênero com idade entre 16 e 30 anos. O recrutamento ocorrerá em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Florianópolis, Manaus, Campinas e Nova Iguaçu.
O lenacapavir, fabricado pela Gilead Sciences, recebeu aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 12 de janeiro de 2026 para uso preventivo contra o HIV-1 em adultos e adolescentes a partir de 12 anos que pesem pelo menos 35 quilogramas. A aplicação subcutânea precisa ser repetida apenas a cada seis meses, característica que pode ampliar a adesão à PrEP, segundo especialistas.
De acordo com a Fiocruz, todas as doses já foram cedidas pela fabricante. A data de início das aplicações depende da chegada ao país de agulhas específicas, necessárias para a administração correta do medicamento.
Antes da primeira injeção, os participantes deverão apresentar teste negativo para HIV-1, conforme exigido pela Anvisa. Pessoas sob risco contínuo de infecção — especialmente quem mantém relações sexuais sem preservativo ou compartilha seringas — são o público-alvo da profilaxia.
Diretrizes internacionais, como as publicadas pela Organização Mundial da Saúde, apontam que intervenções de longa duração podem reduzir barreiras logísticas e estigmas associados à prevenção diária.
Se os resultados do ImPrEP LEN Brasil confirmarem a eficácia observada em estudos anteriores, o Ministério da Saúde poderá avaliar a incorporação do lenacapavir ao SUS, ampliando o arsenal de prevenção já oferecido gratuitamente em todo o país.
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Crédito da imagem: Fiocruz
Fonte: Fiocruz
