Incêndio em Hong Kong deixa ao menos quatro mortos
Incêndio em Hong Kong deixa ao menos quatro mortos em um conjunto de oito torres residenciais no distrito de Tai Po, no norte da região semiautônoma, conforme autoridades locais. O fogo começou em 26 de novembro e envolveu andaimes de bambu, liberando densa fumaça cinza que dificultou o trabalho de resgate.
Quatro mortes confirmadas e buscas continuam
O Corpo de Bombeiros confirmou quatro vítimas fatais e informou que ainda não há número definitivo de pessoas presas nos apartamentos. A emissora pública RTHK relatou que “várias” vítimas permaneciam nos andares superiores, enquanto duas se encontravam em estado crítico devido a queimaduras graves.
Complexo Wang Fuk Court e dificuldades de acesso
Composto por oito blocos de 31 andares e cerca de 2 mil unidades habitacionais, o Wang Fuk Court tem parte de sua fachada coberta por andaimes de bambu — material tradicionalmente usado em obras na cidade. As estruturas inflamáveis potencializaram a propagação das chamas e complicaram a ação dos bombeiros, alguns deles feridos durante a operação.
Impacto viário e mobilização de emergência
O Departamento de Transporte interditou uma seção inteira da estrada Tai Po, uma das duas principais rodovias de Hong Kong, desviando linhas de ônibus e aumentando o congestionamento na região. Dezenas de viaturas de resgate se posicionaram ao redor do condomínio, enquanto moradores e curiosos assistiam à fumaça se expandir sobre os prédios.
Contexto e uso de bambu na construção
Hong Kong é um dos poucos centros urbanos que ainda utilizam andaimes de bambu em larga escala, prática reconhecida como parte do patrimônio cultural local. Especialistas alertam, contudo, para o risco de combustão rápida desse material em incêndios de grande proporção. De acordo com a agência Reuters, incidentes anteriores já haviam levantado questionamentos sobre a segurança desses andaimes em projetos residenciais de grande altura.
As equipes de resgate seguem avaliando a estabilidade estrutural dos edifícios antes de autorizar o retorno dos moradores. Autoridades prometem investigação detalhada sobre as causas e sobre possíveis falhas no sistema de alarme e evacuação.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
