Incêndio em Crans-Montana mobiliza peritos suíços, que iniciaram, em 2 de janeiro de 2026, a árdua tarefa de reconhecer cerca de 40 vítimas carbonizadas após o fogo que consumiu o bar Le Constellation durante uma festa de Ano-Novo.
Primeiros nomes confirmados e quadro de feridos
O golfista italiano de 16 anos, Emanuele Galeppini, residente em Dubai, tornou-se a primeira vítima estrangeira oficialmente identificada. Outras dezenas de jovens seguem desaparecidas, enquanto mais de 100 pessoas permanecem hospitalizadas, muitas em estado grave.
Processo de identificação exige tempo e rigor
Segundo Mathias Reynard, chefe do governo do cantão de Valais, a identificação dependerá de exames dentários e análise de DNA, dado o grau de carbonização dos corpos. “Nada pode ser comunicado às famílias antes de termos 100% de certeza”, afirmou o político.
Angústia de familiares e atendimento às embaixadas
Parentes aguardam notícias em hospitais e necrotérios da região alpina. Laetitia, mãe de Arthur, também de 16 anos, relatou à emissora BFM TV que a espera já ultrapassava 30 horas: “Se meu filho está vivo, ele está sozinho no hospital e eu não posso ficar ao seu lado”. Embaixadas de vários países acompanham as listas de vítimas para auxiliar cidadãos e parentes.
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Causa ainda sob investigação
As autoridades locais informaram que, até o momento, não há indícios de ataque deliberado; a principal hipótese é de acidente. Uma análise preliminar do corpo de bombeiros será conduzida nos próximos dias para determinar a origem do fogo. De acordo com a agência Reuters, este é um dos incêndios mais graves registrados na Suíça em décadas.
A tragédia ocorre em plena alta temporada de inverno, quando Crans-Montana recebe milhares de turistas para esportes de neve. A prefeitura montou centros de apoio psicológico e linhas telefônicas exclusivas para familiares.
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Crédito da imagem: Reuters/Stephanie Lecocq
Fonte: Reuters/Stephanie Lecocq
