Antônio Seguro eleito presidente de Portugal com recorde de votos ao superar a marca de 3,3 milhões de sufrágios no segundo turno realizado em 8 de fevereiro de 2026, deixando o adversário André Ventura, da extrema-direita, com 1,6 milhão.
Antônio Seguro eleito presidente de Portugal com recorde de votos
A eleição, que levou às urnas pouco mais de 11 milhões de portugueses, registrou abstenção próxima de 50%, repetindo índices verificados em pleitos anteriores. Mesmo assim, o socialista Antônio José Seguro tornou-se o quinto candidato na história democrática do país a ultrapassar a barreira de 3 milhões de votos, façanha alcançada apenas quatro vezes desde 1976.
O desempenho de Seguro coloca-o ao lado de nomes como Mário Soares, que atingiu a marca em 1986 e novamente em 1991, Antônio Ramalho Eanes, reeleito em 1980, e Jorge Sampaio, vencedor em 1996. Entre esses, Soares mantém o recorde de percentual de votos — 70,35% — obtido na reeleição de 1991.
Esta foi a 11ª eleição presidencial direta em Portugal desde a redemocratização. O atual mandatário Marcelo Rebelo de Sousa, eleito em 2016, encerra o segundo mandato em março de 2026, abrindo caminho para a posse de Seguro.
Ao garantir a vitória, o socialista somou 3.300.000 votos, volume que reforça a tendência de recomposição do centro-esquerda português após uma campanha marcada por temas como crescimento econômico, habitação e políticas sociais. Ventura, líder do partido Chega, concentrou esforços em pautas de imigração e segurança pública, mas não conseguiu romper o eleitorado tradicional de centro.
De acordo com a agência Reuters, observadores internacionais apontaram normalidade no processo eleitoral, sem registros relevantes de incidentes. O resultado confirma a liderança histórica do Partido Socialista em eleições presidenciais, embora o cargo em Portugal seja considerado de cunho mais moderador do que executivo, segundo a Constituição de 1976.
Além de Soares e Seguro, Portugal elegeu anteriormente Antônio Ramalho Eanes (1976-1986), Jorge Sampaio (1996-2006) e Cavaco Silva (2006-2016), antes da gestão de Rebelo de Sousa. Seguro assumirá o Palácio de Belém em meio a desafios como inflação, crise habitacional e negociações com a União Europeia sobre metas climáticas.
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Crédito da imagem: Pedro Nunes/Reuters
Fonte: Agência Brasil
