Ibaneis Rocha falta à CPMI do Crime Organizado e, pela terceira vez consecutiva, deixa de prestar esclarecimentos sobre as tratativas do Banco de Brasília (BRB) para adquirir o Banco Master, negócio vetado pelo Banco Central e alvo de investigação por supostas fraudes.
Ibaneis Rocha falta à CPMI do Crime Organizado
Convocado em 31 de março pelo relator Alessandro Vieira (MDB-SE), o ex-governador do Distrito Federal recebeu autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça para não comparecer à oitiva marcada para 7 de abril. A decisão, publicada em 2 de abril, preservou o direito de Rocha ao silêncio e à ausência, prerrogativa questionada pelos parlamentares.
No início da sessão, o presidente da comissão, senador Fabiano Contarato (PT-ES), criticou a sucessão de decisões judiciais que, segundo ele, comprometem a eficácia dos trabalhos. “Quando se trata de crimes de colarinho branco, surgem liminares que impedem a apuração”, afirmou. Contarato ressaltou que a advocacia do Senado recorre de todas as determinações que limitam convocações, quebras de sigilo ou transferências de dados.
Rocha seria ouvido sobre sua atuação nas negociações que envolveram o BRB. O Banco Central bloqueou a operação em novembro do ano anterior, decretou a liquidação do Banco Master e encaminhou à Polícia Federal indícios de fraudes no sistema financeiro, abrindo nova frente de investigação.
Diante da ausência do ex-governador, o colegiado aprovou nova convocação, agora em caráter obrigatório. Caso ele volte a faltar, os senadores estudam solicitar condução coercitiva. Contarato, entretanto, reiterou que “decisão judicial se cumpre”, mas declarou que a comissão não abrirá mão de buscar depoimentos considerados essenciais.
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Parlamentares também apontaram a necessidade de alinhar procedimentos internos para evitar futuros impasses. Vieira defendeu ajustes regimentais que garantam maior autonomia investigativa quando o convocado ocupa ou ocupou cargo público relevante.
Próximos passos incluem a análise de documentos remetidos pelo Banco Central e pedidos de colaboração internacional para rastrear eventuais remessas ilícitas. A CPMI trabalha com a perspectiva de apresentar relatório parcial ainda no primeiro semestre.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
