O Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, conhecido como Hospital do Fundão, no Rio de Janeiro, inaugurou no dia 27 de junho de 2026 a primeira Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Inteligente do Sistema Único de Saúde (SUS). Este novo modelo de UTI é equipado com tecnologias avançadas que otimizam o monitoramento de pacientes, proporcionando uma conectividade que permite o cruzamento de informações essenciais para o cuidado.
As UTIs Inteligentes são projetadas para prever riscos e priorizar atendimentos, além de apresentar os dados mais relevantes diretamente no prontuário de cada paciente. Uma das inovações é a conexão com ambulâncias 5G, que possibilita a transmissão em tempo real de sinais vitais, acelerando assim o atendimento pré-hospitalar.
A cerimônia de inauguração teve a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que enfatizou o impacto da Inteligência Artificial (IA) na operação dessas UTIs. “Com o uso da Inteligência Artificial, ela pode soltar alarmes da piora daquele paciente a partir dos dados que são monitorados”, afirmou Padilha.
“O paciente sai mais rápido da UTI, isso gira mais o leito, e você vai reduzindo o tempo de quem está esperando por uma UTI”, completou o ministro.
O ministro ainda destacou que a implementação dessas UTIs Inteligentes pode diminuir significativamente o tempo de tratamento e a fila por atendimento no SUS. Ele explicou que, ao detectar precocemente sinais de piora ou melhora, é possível agir com mais rapidez, salvando vidas e otimizando os recursos disponíveis.
De acordo com o Ministério da Saúde, o uso de tecnologias como IA e big data pode reduzir em até cinco vezes o tempo de espera por atendimento de emergência. A UTI Inteligente do Hospital do Fundão faz parte de um projeto maior, que visa criar uma Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes e Medicina de Alta Precisão do SUS, com um investimento total de R$ 180 milhões para a instalação de 14 UTIs Inteligentes em diferentes estados.
Os hospitais que serão contemplados incluem unidades em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Brasília, Salvador, Recife, Fortaleza, Teresina, Belém, Curitiba, Porto Alegre, Dourados e Manaus. O projeto também prevê a adoção de cirurgia robótica e análises por IA para melhorar a eficiência dos serviços de saúde.
Além disso, o Ministério da Saúde destina R$ 4,8 bilhões para a implementação do primeiro hospital inteligente do Brasil, que será o Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI), vinculado ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Este novo hospital terá 800 leitos e atenderá cerca de 20 mil pacientes por ano nas áreas de neurologia, neurocirurgia, cardiologia, terapia intensiva, entre outras especialidades.
Por fim, durante a visita do ministro, o hospital também inaugurou um acelerador linear, que reduz o tempo de realização de radioterapias, com um investimento de R$ 3,4 milhões. Para Padilha, essas iniciativas são passos significativos para que o SUS e a universidade pública brasileira liderem a revolução tecnológica e digital na saúde.
