A paralisação dos caminhoneiros chega ao segundo dia nesta terça-feira, 14, e gera novos impactos na Baixada Santista, litoral de São Paulo. Durante a mobilização, um vídeo capturou um confronto entre manifestantes e policiais militares na Via Anchieta, refletindo a tensão do momento.
As imagens mostram a Polícia Militar em ação, tentando conter os participantes do protesto, que se intensificou na entrada do Porto de Santos.
O pau quebrou na greve dos caminhoneiros na entrada do Porto de Santos… o clima está ficando tenso.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou que a Polícia Militar Rodoviária montou uma operação de contenção na altura do km 40 da Via Anchieta, no bairro Alemoa, em Santos. Segundo a SSP, caminhões permanecem retidos temporariamente nessa área para controlar o fluxo de veículos em direção ao litoral e minimizar os impactos no sistema viário.
A SSP também comunicou que não há bloqueio total da rodovia e que as equipes estão no local para manter a ordem pública e garantir a circulação dos demais veículos. Apesar do clima tenso, o Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista (Sindicam) declarou que a greve continua por tempo indeterminado.
A entidade enfatizou que a mobilização ocorre de forma pacífica e visa reivindicar demandas da categoria que, segundo o sindicato, ainda não foram atendidas. Os protestos tiveram início na madrugada de segunda-feira, 13, nos portos de distribuição da região. Os caminhoneiros buscam pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a pautar a votação da Medida Provisória nº 1.343, conhecida como ‘MP do Frete’.
A proposta estabelece novas regras de fiscalização e prevê multas para empresas que não cumprirem o pagamento do piso mínimo do frete. A categoria argumenta que a votação precisa ser realizada até quinta-feira, 16; caso contrário, a medida perderá a validade.
