Atos no Diário Oficial liberaram ministros, assessores e servidores para a 81ª Assembleia-Geral da ONU em Nova York. A lista oficial soma ao menos 73 autorizados, mas o total pode ser maior.
A comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a passagem por Nova York envolve dezenas de pessoas. Pelo menos 73 integrantes do Executivo receberam autorização para viajar à cidade durante a 81ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e eventos realizados no mesmo período, segundo atos publicados no Diário Oficial da União até a sexta-feira 18.
A relação reúne ministros, assessores, servidores e integrantes de diferentes órgãos do governo federal, mas o contingente pode ser maior: dois despachos autorizam o deslocamento de funcionários do Gabinete Pessoal da Presidência da República e da Assessoria Especial sem informar quantos servidores viajaram. Novas autorizações também podem ser publicadas.
Os 73 nomes não representam necessariamente pessoas que acompanham diretamente o presidente. Parte dos servidores enviados a Nova York participa da Semana do Clima, realizada paralelamente à programação da Assembleia-Geral da ONU. A primeira-dama Janja da Silva também viajou aos Estados Unidos.
Ministros na comitiva
- Mauro Vieira — Ministro das Relações Exteriores
- Esther Dweck — Ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos
- Luiz Eloy Terena — Ministro dos Povos Indígenas
- Rachel Barros — Ministra da Igualdade Racial
O Ministério das Relações Exteriores confirmou quatro ministros como integrantes da comitiva. Outros integrantes do primeiro escalão estão em Nova York para compromissos relacionados à Assembleia-Geral, mas nem todos necessariamente acompanham o presidente de forma direta. É o caso do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, que participa de agendas em Nova York de 21 a 23 de setembro, segundo o ministério.
Agenda e cronograma da passagem
- Domingo, 20 — Lula desembarcou em Nova York.
- Segunda, 21 — Lula cumpriu uma série de compromissos políticos na cidade, com encontros com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani; o senador americano Bernie Sanders; e o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi.
- Terça, 22 — A passagem do presidente pelos Estados Unidos será curta: a previsão é que ele deixe o país depois de participar da abertura do debate geral da Assembleia-Geral. Na terça-feira, Lula deve se reunir com o secretário-geral da ONU, António Guterres, antes da abertura do debate geral.
Por tradição diplomática, o Brasil é o primeiro país a discursar na Assembleia-Geral. Lula fará o pronunciamento brasileiro e será sucedido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Entre os assuntos previstos para o discurso estão multilateralismo, soberania, conflitos internacionais, combate ao crime organizado e mudanças na estrutura das Nações Unidas, especialmente no Conselho de Segurança.
Participação brasileira após a saída do presidente
- Mauro Vieira — Permanecerá em Nova York para uma sequência de reuniões multilaterais, incluindo compromisso na quarta-feira 23 e na quinta-feira 24.
- Quarta, 23 — Participação prevista em reunião da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.
- Quinta, 24 — Presidência prevista de reunião ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul.
Os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado não acompanharam o presidente na viagem, e governadores ficaram de fora do grupo presidencial. Em 2025, seis ministros e dois governadores acompanharam o presidente durante passagem por Nova York.
Outra frente aberta pela mobilização é o custo da missão brasileira em Nova York. Registros públicos sobre viagens internacionais podem envolver passagens, diárias e pagamentos distribuídos entre diferentes órgãos. Como a missão ainda estava em andamento enquanto os atos foram publicados, os dados disponíveis não permitem estabelecer o custo final da presença do governo brasileiro na cidade. A consolidação dos registros depois do encerramento da missão permitirá dimensionar quanto foi desembolsado pelos cofres públicos.
Até o momento, os atos publicados no Diário Oficial mostram pelo menos 73 pessoas nominalmente autorizadas a viajar para Nova York durante o período da Assembleia-Geral e de eventos paralelos. Como há autorizações que não especificam o número de servidores envolvidos, o contingente total pode ser maior.
