O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, firmou um acordo com a cúpula do PL para receber um salário bruto de R$ 38 mil por mês, enquanto também estabelece um escritório de advocacia voltado para causas cíveis. A informação sobre essa nova fase profissional do político surgiu em uma publicação recente.
A decisão de buscar novas fontes de renda foi tomada após Cláudio Castro desistir de concorrer a uma vaga no Senado Federal, em meio ao avanço de investigações criminais que envolvem sua gestão como governador.
A Polícia Federal (PF) está investigando o ex-governador, que teve cinco celulares confiscados em um intervalo de apenas onze dias, em duas operações distintas. Na primeira ação, realizada em um apartamento na Barra da Tijuca, os agentes encontraram três celulares e um tablet. A busca foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Um porteiro do condomínio indicou que Castro residia em uma cobertura, registrada em nome de uma empresa vinculada ao ex-secretário estadual Mauro Farias.
No dia 26 de maio, uma segunda operação, ordenada pelo ministro André Mendonça, do STF, resultou na apreensão de mais dois celulares na residência do ex-governador. Os peritos estão analisando os dispositivos em busca de informações relevantes para as investigações em curso.
A defesa de Cláudio Castro planeja contestar as acusações de enriquecimento, apresentando uma lista de gastos familiares fixos, que totalizam R$ 28 mil mensais, incluindo despesas com aluguel e a educação dos filhos.
O novo escritório de advocacia de Castro está localizado na Rua da Assembleia, no Centro do Rio de Janeiro, mas ainda não registrou a emissão de notas fiscais por serviços prestados. Para garantir uma entrada de dinheiro imediata após deixar o Palácio Guanabara, o ex-governador vendeu um apartamento no bairro do Itanhangá por R$ 150 mil e está cobrando R$ 142 mil do governo estadual referentes a férias não tiradas durante seu mandato.
A Polícia Federal continua monitorando a evolução dos bens de Cláudio Castro, que é mencionado em investigações relacionadas a propinas em refinarias e bancos privados. Recentemente, foi descoberto que a cobertura onde ele reside passou por uma reforma luxuosa logo antes de sua mudança, e o imóvel foi adquirido em 2023 por R$ 3,5 milhões, através de uma empresa imobiliária do ex-secretário de Transformação Digital do estado.
