A Tela Brasil chega para democratizar o acesso à cultura no país. A plataforma pública reúne longas, curtas e telefilmes financiados com dinheiro público, disponíveis para todos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou, no último sábado, 30 de maio, a Tela Brasil, uma plataforma pública de streaming que disponibiliza gratuitamente produções audiovisuais nacionais financiadas com recursos públicos. O serviço estreou com um catálogo inicial de 561 obras brasileiras, incluindo longas, curtas e médias-metragens, além de telefilmes.
A plataforma foi apresentada pelo governo como uma política pública de democratização do acesso à cultura e desenvolvida pelo Ministério da Cultura em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (Ufal).
O lançamento do streaming ocorreu durante o evento Rio2C, no Rio de Janeiro, com a presença do presidente Lula, da ministra da Cultura, Margareth Menezes, e da primeira-dama Janja Lula da Silva.
No catálogo da Tela Brasil, estão inclusas 19 obras que foram indicadas pelo Brasil ao Oscar, além de produções financiadas pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e conteúdos que fazem parte dos acervos da Cinemateca Brasileira, do Centro Técnico Audiovisual (CTAv), da Fundação Nacional de Artes e da Fundação Cultural Palmares.
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“O sistema de streaming nasce em meio ao debate sobre o papel do Estado no financiamento e na distribuição de conteúdo cultural”, afirmou o governo ao justificar a iniciativa.
De acordo com informações do Ministério da Cultura, a plataforma Tela Brasil não terá publicidade e não cobrará mensalidade. O acesso será liberado a qualquer cidadão que realizar o cadastro no portal Gov.br.
O projeto foi desenvolvido pelo Núcleo de Excelência em Tecnologias Sociais (NEES) da Ufal, mobilizando cerca de 80 pesquisadores, desenvolvedores, técnicos e estudantes de instituições públicas. O governo anunciou que a plataforma será ampliada gradualmente, com futuras versões para dispositivos móveis, Smart TVs e opção de acesso offline.
Com essa iniciativa, o governo federal passa a atuar diretamente no mercado de vídeo sob demanda, utilizando uma estrutura pública para a distribuição de conteúdo audiovisual produzido ou financiado pelo próprio Estado.
